MUNDO DO CAVALO

 

O usuário cadastrado desfruta de conteúdo exclusivo e gratuito.

 


 

VAQUEJADA mais brasileira que nunca
Quarto de Milha – Indice de Velocidade
QUARTO DE MILHA DE CORRIDA
Vaqueiro e peão de rodeio – profissão reconhecida por lei
Cavalo ruim? Ou treinamento deficiente?

Origem
Pé de Mourão
Vaquejada Contemporânea
Vaquejada - cultura x esporte
A escolha do cavalo para vaquejada
Preparação do potro antes do treinamento para vaquejada
A pista de vaquejada
Os parques de vaquejada
Locutores
Juízes

 

VAQUEJADA mais brasileira que nunca

Fonte: Revista Horse Businnes

O ESPORTE MAIS TRADICIONAL DO NORDESTE EXPLODE COMO UMA DAS MAIORES FESTAS POPULARES DO MUNDO

A vaquejada é hoje a festa mais popular do Nordeste. Ela nasceu na época dos cicios dos currais por volta de 1860. Alguns historiadores, como Câmara Cascudo, afirmam que a característica da queda pelo rabo é de origem espanhola, tendo proliferado por Portugal, chegando ao Brasil em meados de 1900. O nordestino transformou uma simples apartação de gado nos sítios e fazendas numa verdadeira festa, reunindo milhares de pessoas e popularizando a figura do vaqueiro.

O início
 
Os pastos eram abundantes e não eram cercados. Assim, o gado se distanciava cada vez mais da sede das fazendas. Para juntar o gado disperso das caatingas, serras e tabuleiros, surgiu a festa de apartação. Dezenas de vaqueiros e fazendeiros, vestidos a caráter (gibão e chapéu de couro) se dividiam em grupos em todas as direções em busca do gado solto nos pastos. Os perigos eram constantes para vaqueiros e fazendeiros. O gado era conduzido por vaqueiros experientes, homens dotados de muita habilidade na lida com o gado. Quando era encontrado um barbatão de outra fazenda, era necessário pega-lo na carreira. Barbatões eram touros ou novilhos que, por terem sido criados no mato, tomavan- se bravios. Depois de derrubados, eram peados (amarrados) e achocalhados.

A vaquejada tradicional, hoje disputada em muitos estados brasileiros, é um prolongamento da apartação. No início, as antigas vaquejadas do Nordeste eram festas organizadas em benefício da Igreja, geralmente homenageando seu padroeiro. Os organizadores dividiam as despesas como o aluguel do parque, arquibancadas, bares etc. e repassavam o saldo para o vigário da paróquia. A renda também poderia ser destinada para sociedades recreativas e entidades filantrópicas.

A mudança da regra

O crescimento e a popularização da vaquejada em todo o país levaram a algumas mudanças nas regras. Na época, usava se o cavalo mestiço inglês, que era forte, pesado e grosseiro.
Os vaqueiros queixavam se também que nessa época havia muita bagunça e deslealdade, "Muitos esteireiros usavam de má fé para beneficiar os parceiros. Outros competidores utilizavam o recurso de uma lâmina escondida para torar o rabo do boi quando se deparavam com um boi mais forte. Nesse caso, tinham mais uma oportunidade de pegar um mais fraco", comenta o vaqueiro Francisco Tobias da Silva (Tetê).
 
ABQM ameniza o esporte

A Associação Brasileira do Quarto de Milha modificou a regra, aumentando de seis para dez metros a distância entre as faixas. Desse modo, aumentando as chances do vaqueiro ter sucesso na derrubada do boi. Com nova regra, prevaleceram a força e a habilidade do cavalo Quarto de Milha. Hoje, 98% dos animais de uma vaquejada são da raça QM, Appaloosa e Paint Horse.

A primeira corrida nesses novos moldes aconteceu no 1º Circuito Nacional da ABQM. As novas regras foram aceitas e solidificadas e transformaram totalmente a característica dos vaqueiros que participam dessas competições. Hoje há a predominância da técnica.
Como acontecia no regulamento anterior, inicialmente, na prova dos 10 metros houve vários casos de quebra do rabo dos bois. Para evitar que isto acontecesse novamente, os organizadores passaram a exigir luvas especiais que facilitam o trabalho do vaqueiro e não agridem o boi.

Muito dinheiro em jogo

A atual vaquejada praticada no Brasil deu passos largos e virou um gigantesco negócio. O que antes era apenas uma festa sem muita estrutura, com premiações simbólicas, transformou se num espetáculo organizado, com prêmios de valor como pickups e automóveis oferecidos por cada circuito, isto sem contar a premiação em dinheiro.

A título de exemplo, por cada etapa realizada, existe uma média de 300 senhas (inscrições), pelas quais; são cobrados cerca de 250 reais cada.

há muitos circuitos movimentando a vaquejada no Brasil, oferecendo bons prêmios e mostrando organização em todas as etapas. Um deles é o Circuito Pernambucano, que vem chamando a atenção pela qualidade da oraganização, boiada e quantidade de inscrições.

para uma vaquejada com 400 inscritos é preciso adquirir em tomo de 400 bois para a classificação e 100 bois de porte maior para a disputa. O aluguel, por cabeça, gira em torno de 90 reais. Com o período de seca no Nordeste, os promotores vêem dificuldade em juntar uma boiada padrão. Muitas vezes, é necessário recorrer a bois do Estado de Goiás (A boiada goiana pode pesar acima de 500 quilos). Por serem mais pesados tornam a disputa mais difícil.

A hora e a vez dos amadores
Os vaqueiros amadores do Ceará não são apenas meros espectadores nas vaquejadas. Eles se organizaram com o propósito de criar um circuito próprio e encarar a coisa de forma séria onde profissionais liberais, que trabalham a semana inteira, têm a oportunidade de correr o boi, competindo num mesmo nível. Os vaqueiros profissionais não podem participar entre os amadores.

No primeiro ano do Circuito Amador no Ceará, por volta de 1997, foram inscritas 123 pessoas, entre médicos, advogados, comerciantes e fazendeiros. Hoje em dia esse número chega a passar de 400.
Alguns dos grandes responsáveis pelo crescimento da vaquejada no Ceará e no nordeste foram o Médico Luiz Miranda, o empresário Napoleão Viana, Jonatas Dantas, Wilson Alves, entre outros.

A Vaquejada na prática

Para derrubar o boi é necessária a participação de duas pessoas: o esteireiro e o puxador. Logo que o boi sai da porteira, o esteireiro procura apanhar o "rabo" do boi para em seguida entrega-lo ao puxador, que na verdade é quem derruba o boi.

Durante a derrubada, o juiz exerce um papel muito importante. É ele quem decide se valeu ou não valeu o boi, uma tarefa complicada, dada a velocidade com que tudo acontece, cerca de 10 segundos.

Da porteira de onde sai o boi até a primeira faixa são aproximadamente cem metros. O vaqueiro tem que apanhar o "rabo" do boi, dominá-lo, e então derruba-lo dentro da faixa de dez metros.

O boi só vale se cair, mostrar as quatro patas e levantar se dentro da faixa. Caso contrário, não valeu o boi e você irá ouvir: 'zero boi!"

Além desse caso, há ainda outros onde o boi não vale:

Se o boi cair antes da faixa e for arrastado para dentro.

Se o boi cair dentro da faixa, rolar e então levantar se fora dela.

E ainda, se o boi cair e levantar se dentro da faixa, mas não mostrar as quatro patas para cima.

 

Quarto de Milha – Indice de Velocidade

Quarto de Milha - Indice de Velocidade

Fonte: Jockey Club de Sorocaba

Informamos que a tabela de Índice de Velocidade foi ampliada e passa agora a conter Índices de Enturmação de 79 à 60 para os animais que não obtiveram IV.
Os índices de 60 à 79 não conferem registro de mérito, servirão apenas para classificar os animais com tempos semelhantes enturmando-os nos páreos comuns ou torneios com equilíbrio de peso, dando chance a estes animais de vencerem porque correrão com animais da mesma categoria.
Ex: animal que marcou nos 301 metros 17.39” (sem IV) iria correr com animal que fez 17.72” (sem IV). Com a nova tabela estes animais ficarão com índices de enturmação 79 e 68 respectivamente, sendo enturmados em páreos diferentes.
Os critérios utilizados na elaboração e aplicação da tabela são os mesmos da tabela anterior com animais sendo enturmados sempre pelo maior índice obtido.
O QUE SIGNIFICA E COMO VOCÊ DEVE USÁ-LO PARA AVALIAR UM CAVALO
Sempre ouvimos sobre Índices de Velocidade. Os famosos AA, AAA ou AAAT, que são inscritos após o nome dos cavalos.

O que eles significam?

Um cavalo recebe um número de Índice de Velocidade cada vez que ele corre numa pista reconhecida pela ABQM. Ele é um Registro de Mérito em Corrida dado pela ABQM.
Como as pistas de corrida são diferentes, os tempos variam um pouco de pista para pista e o sistema I.V. (que segue as regras da American Quarter Horse Association (AQHA) foi desenvolvido como um meio de comparar cavalos de corridas nas diferentes pistas.
O I.V. freqüentemente colocado após o nome do cavalo, como por exemplo, Dash For Cash AAAT 114, é o maior índice obtido por este cavalo durante a sua carreira.

Como é definida a Tabela de Índice de Velocidade?
De acordo com as regras da AQHA e da ABQM, a cada ano e para cada pista reconhecida, a ABQM seleciona os três melhores tempos em cada distância (sem repetir o animal) em cada um dos três últimos anos e tira a média destes nove tempos, para encontrar então o tempo que representará o novo índice de Velocidade 100.

Por que não usar o mesmo índice para todas as pistas?
Porque o piso, as condições atmosféricas variam de lugar para lugar. Acima, apresentamos Tabela de Índice de Velocidade a ser utilizada em 2002, no Jockey Club de Sorocaba. Conforme explicado, foi elaborada tomando-se a média dos três melhores tempos em cada distância nos últimos três anos. Esta média, significou I.V. 100.

Importante: Como Julgar o Potencial do Cavalo baseado na Tabela de Índice Atualizada!
Lembre-se sempre que a Tabela I.V. é baseada nos tempos corridos pelos MELHORES CAVALOS. Aqueles que obtiverem Índices de 70 a 90 são bons, 80 a 89 são velozes, na faixa dos 90 são realmente rápidos e 100 ou mais são excepcionais. Se ele corre e obtém I.V. 100, igualou a média dos tempos dos melhores cavalos que já correram naquela pista. Passando de 100...


TABELA DE ÍNDICE DE VELOCIDADE

 

ÍNDICE

201

275

301

320

365

402

503

ÍNDICE

.

120

11,36

14,77

16,17

16,94

19,11

21,01

26,66

120

AAAT

119

11,38

14,80

16,20

16,98

19,15

21,05

26,70

119

AAAT

118

11,40

14,83

16,23

17,01

19,19

21,09

26,74

118

AAAT

117

11,43

14,86

16,26

17,05

19,23

21,13

26,78

117

AAAT

116

11,45

14,89

16,29

17,08

19,27

21,17

26,82

116

AAAT

115

11,47

14,92

16,32

17,12

19,31

21,21

26,86

115

AAAT

114

11,49

14,95

16,35

17,15

19,35

21,25

26,90

114

AAAT

113

11,51

14,98

16,38

17,19

19,39

21,29

26,94

113

AAAT

112

11,54

15,01

16,41

17,22

19,43

21,33

26,98

112

AAAT

111

11,56

15,04

16,44

17,26

19,47

21,37

27,02

111

AAAT

110

11,58

15,07

16,47

17,29

19,51

21,41

27,06

110

AAAT

109

11,60

15,10

16,50

17,33

19,55

21,45

27,10

109

AAAT

108

11,62

15,13

16,53

17,36

19,59

21,49

27,14

108

AAAT

107

11,65

15,16

16,56

17,40

19,63

21,53

27,18

107

AAAT

106

11,67

15,19

16,59

17,43

19,67

21,57

27,22

106

AAAT

105

11,69

15,22

16,62

17,47

19,71

21,61

27,26

105

AAAT

104

11,71

15,25

16,65

17,50

19,75

21,65

27,30

104

AAAT

103

11,73

15,28

16,68

17,54

19,79

21,69

27,34

103

AAAT

102

11,76

15,31

16,71

17,57

19,83

21,73

27,38

102

AAAT

101

11,78

15,34

16,74

17,61

19,87

21,77

27,42

101

AAAT

100

11,80

15,37

16,77

17,64

19,91

21,81

27,46

100

AAAT

99

11,82

15,40

16,80

17,68

19,95

21,85

27,50

99

AAA

98

11,84

15,43

16,83

17,71

19,99

21,89

27,54

98

AAA

97

11,87

15,46

16,86

17,75

20,03

21,93

27,58

97

AAA

96

11,89

15,49

16,89

17,78

20,07

21,97

27,62

96

AAA

95

11,91

15,52

16,92

17,82

20,11

22,01

27,66

95

AAA

94

11,93

15,55

16,95

17,85

20,15

22,05

27,70

94

AAA

93

11,95

15,58

16,98

17,89

20,19

22,09

27,74

93

AAA

92

11,98

15,61

17,01

17,92

20,23

22,13

27,78

92

AAA

91

12,00

15,64

17,04

17,96

20,27

22,17

27,82

91

AAA

90

12,02

15,67

17,07

17,99

20,31

22,21

27,86

90

AAA

89

12,04

15,70

17,10

18,03

20,35

22,25

27,90

89

AA

88

12,06

15,73

17,13

18,06

20,39

22,29

27,94

88

AA

87

12,09

15,76

17,16

18,10

20,43

22,33

27,98

87

AA

86

12,11

15,79

17,19

18,13

20,47

22,37

28,02

86

AA

85

12,13

15,82

17,22

18,17

20,51

22,41

28,06

85

AA

84

12,15

15,85

17,25

18,20

20,55

22,45

28,10

84

AA

83

12,17

15,88

17,28

18,24

20,59

22,49

28,14

83

AA

82

12,20

15,91

17,31

18,27

20,63

22,53

28,18

82

AA

81

12,22

15,94

17,34

18,31

20,67

22,57

28,22

81

AA

80

12,24

15,97

17,37

18,34

20,71

22,61

28,26

80

AA

79

12,26

16,00

17,40

18,38

20,75

22,65

28,30

79

Enturmação

78

12,28

16,03

17,43

18,41

20,79

22,69

28,34

78

Enturmação

77

12,31

16,06

17,46

18,45

20,83

22,73

28,38

77

Enturmação

76

12,33

16,09

17,49

18,48

20,87

22,77

28,42

76

Enturmação

75

12,35

16,12

17,52

18,52

20,91

22,81

28,46

75

Enturmação

74

12,37

16,15

17,55

18,55

20,95

22,85

28,50

74

Enturmação

73

12,39

16,18

17,58

18,59

20,99

22,89

28,54

73

Enturmação

72

12,42

16,21

17,61

18,62

21,03

22,93

28,58

72

Enturmação

71

12,44

16,24

17,64

18,66

21,07

22,97

28,62

71

Enturmação

70

12,46

16,27

17,67

18,69

21,11

23,01

28,66

70

Enturmação

69

12,48

16,30

17,70

18,73

21,15

23,05

28,70

69

Enturmação

68

12,50

16,33

17,73

18,76

21,19

23,09

28,74

68

Enturmação

67

12,53

16,36

17,76

18,80

21,23

23,13

28,78

67

Enturmação

66

12,55

16,39

17,79

18,83

21,27

23,17

28,82

66

Enturmação

65

12,57

16,42

17,82

18,87

21,31

23,21

28,86

65

Enturmação

64

12,59

16,45

17,85

18,90

21,35

23,25

28,90

64

Enturmação

63

12,61

16,48

17,88

18,94

21,39

23,29

28,94

63

Enturmação

62

12,64

16,51

17,91

18,97

21,43

23,33

28,98

62

Enturmação

61

12,66

16,54

17,94

19,01

21,47

23,37

29,02

61

Enturmação

60

12,68

16,57

17,97

19,04

21,51

23,41

29,06

60

Enturmação

Índices para animais que correrem com 53 Kg ou mais.
Os animais que correrem abaixo de 53 Kg, terão acrescidos 0,05 segundos no tempo para o cálculo do índice.

Fonte: Jockey Club de Sorocaba

 

QUARTO DE MILHA DE CORRIDA – O atleta mais rápido das Américas

Indice


Em 1611, dezessete garanhões e éguas originariamente ingleses foram importados para o Estado de Virgínia (EUA). Logo depois que esses primeiros cavalos atingiram a costa, o governador Nicholson (sobrenome?) legalizou a corrida de cavalos , esporte que obteve popularidade quase imediata, após a chegada do cavalo que tornou isso possível.

Esses cavalos ingleses foram cruzados com os de descendência espanhola para produzirem um eqüino compacto e bastante musculoso, que pudesse correr distâncias curtas em velocidades inacreditáveis. Hoje eles são os cavalos Quarto de Milha.
Na época em que a guerra da Independência começou, os colonizadores tinham se tornado muito afeiçoados à corrida de Quarto de Milha, que geralmente era disputada entre dois cavalos que corriam até um quarto de milha.
Uma das razões da popularidade das corridas de curta distância era que elas podiam ser realizadas nas ruas do vilarejo ou em qualquer clareira de tamanho adequado. Essa corrida de velocidade em pequenas distâncias nas primeiras colônias foi o primeiro exemplo de corrida do cavalo Quarto de Milha nos Estados Unidos. As primeiras corridas foram computadas como sendo realizadas em Enrico County, Virgínia em 1674. Os relatos daquela época mostram que, por volta de 1690, grandes premiações eram oferecidas para estas corridas. Relatos da época apontam que grande plantações freqüentemente mudavam de mãos como resultado de uma dessas disputas. Na era Colonial, qualquer campo inculto ou rua servia como pista de corrida, o que provavelmente explica a superfície de poeira flutuante que envolvia a América.

A corrida de cavalo Quarto de Milha continuou a crescer em popularidade enquanto a raça crescia. Entretanto, permaneceu numa base informal com corridas de disputa e acontecimentos de finais de semana, em centenas de pequenas pistas que surgiram como pioneiras.

A corrida do cavalo Quarto de Milha continuou numa base informal por muitos anos. Podemos dizer que o esporte literalmente cresceu com aquele país.

A corrida organizada de cavalo Quarto de Milha teve início em Tucson, Arizona. Em 1943, uma nova pista foi construída e projetada especialmente para o esporte da corrida de cavalo Quarto de Milha. A pista era de Rillito Park, em Tucson.

Hoje, a corrida de cavalo Quarto de Milha é realizada em mais de 110 pistas em toda a América do Norte, com prêmios em dinheiro totalizando US$ 50 milhões. Além disso, a corrida de cavalo classifica-se entre os esportes mais espetaculares da América. No Brasil ela espalhou-se por todo o território nacional. Só no Rio Grande do Sul, são mais de 400 pistas de "cancha reta" que fazem o divertimento de milhares de pessoas nos finais de semana, movimentando milhares de reais em apostas. Vários jockey clubes promovem corridas do Quarto de Milha no Brasil. O mais conhecido é o Jockey Club de Sorocaba, localizado às margens da Rodovia Castelo Branco, Km 86 em São Paulo. Há ainda os jóqueis de Campo Grande, Bahia, Pernambuco, Fortaleza, Cascavel, entre outros. Mais de U$ 2 milhões em prêmios são disputados anualmente aqui no Brasil.

Em muitos aspectos, a corrida de cavalo Quarto de Milha hoje em dia é muito diferente das primeiras, ocorridas nas ruas do vilarejo de Virgínia. Muito do esporte mudou, até o próprio cavalo. Hoje ele é mais rápido do que no passado, tendo sido computado em velocidades acima de 80 quilômetros por hora, para dar a ele o título de "O Atleta mais Rápido das Américas."
Fonte: Jockey Club Sorocaba

 

Vaqueiro e peão de rodeio – profissão reconhecida por lei

Indice

LEI Nº 10.220, DE 11 DE ABRIL DE 2001

Institui normas gerais relativas à atividade de peão de rodeio, equiparando-o a atleta profissional.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o Considera-se atleta profissional o peão de rodeio cuja atividade consiste na participação, mediante remuneração pactuada em contrato próprio, em provas de destreza no dorso de animais eqüinos ou bovinos, em torneios patrocinados por entidades públicas ou privadas.

Parágrafo único. Entendem-se como provas de rodeios as montarias em bovinos e eqüinos, as vaquejadas e provas de laço, promovidas por entidades públicas ou privadas, além de outras atividades profissionais da modalidade organizadas pelos atletas e entidades dessa prática esportiva.

 

Cavalo ruim? Ou treinamento deficiente?

Indice

 Por: Julio Nottingham

Começo esse artigo fazendo a seguinte pergunta:
Porque há um percentual tão grande de cavalos desperdiçados no processo de treinamento para vaquejada?
Claro que essa pergunta tem apenas o objetivo de fazer o leitor pensar a respeito do assunto de forma crítica e não de apontar o dedo para algo ou alguém.
Escuto, quase que diariamente, pessoas do ramo afirmando que “o cavalo tal” é ruim, que não deu bom, que briga com os arreios, é valente na corrida, valente na cancela e etc, etc, etc.
Convido você a fazer uma “mea culpa” diante dos fatos que vou citar.
Tentaremos tirar os cavalos do banco dos réus fazendo uma análise mais justa e real quanto ao comportamento deles em relação aos serviços para os quais os encaminhamos. Nesse caso, dando ênfase à vaquejada.

Quem é do ramo sabe que o cavalo de vaquejada é iniciado cedo no esporte. Aos 30 meses em, média (há casos de iniciação mais precoce), é feita a doma e “dias depois” lhe é apresentado o seu ofício – perseguir e derrubar um boi entre duas linhas desenhadas no chão com cal.

Comparativamente aos dois anos e meio o cavalo equivale a um humano de quinze anos.
Aos três anos equivale a um humano de dezessete anos.
( Veja esse link:  http://www.mundodocavalo.com.br/curiosidades.asp#1 )
Aos 17 anos o homem é ainda uma criatura neófita na mairoria dos assuntos da vida, e vai experimentar muitas situações para atingir a maturidade que precisa para ser um bom profissional, pai de família, entre outras responsabilidades.
No entanto, nessa idade ele já passou por vários anos de estudo, começando no “maternal” com vista a um futuro vestibular. Em média, com 24 anos, saindo da faculdade, será considerado um indivíduo “FORMADO” para o mercado de trabalho, mas sabemos que não é bem assim, pois sem experiência ele ainda não é um profissional completo.

Essa trajetória nos dá uma ilustração simples de toda escolarização que é necessária para se preparar um profissional competente, com boas possibilidades de evolução durante sua carreira.
Teoria e prática caminham junto em um processo de amadurecimento, onde as situações e testes reais terminam de forjar um indivíduo mais preparado e resistente às intempéries e desafios que a vida vai lhe apresentar.

Com os cavalos não é diferente.
Ao nascer os potros têm seus primeiros contatos com o ser humano. Isso já faz parte de toda uma escolarização que ele deverá receber ao longo da vida.

Vou tentar resumir em tópicos:

- 0 a 36 meses – fase em que crescerá e ganhará porte e estrutura para ser um animal de trabalho (qualquer modalidade). Por todo esse período, um manejo adequado, saudável, pastando, convivendo e se exercitando em liberdade e com foco em uma boa nutrição, é essencial.
Do dia que nasce até o desmame, do desmame ao início da doma o cavalo já pode ser condicionado e educado com vista ao seu futuro.

- 37 a 43 meses – Fase de iniciação e doma.  Essa fase é crítica. Um animal bem iniciado e domado terá a base necessária para ser um sucesso nas próximas fases de aprendizado.
Iniciar e domar significa ensinar o cavalo a trabalhar em conjunto com o cavaleiro, se tornando um animal leve de rédeas, que saiba esbarrar, recuar, virar para esquerda e direita de forma rápida, andar, trotar, galopar na mão certa. Tudo isso se posicionando corretamente, ou seja, usando posteriores e anteriores cada um conforme sua função. Respondendo também aos comandos sem, resistência, e demonstrando claramente que existe, por intermédio dos movimentos e comandos do cavaleiro, uma comunicação clara entre ambos.

- 44 meses em diante – Uma vez bem iniciado e domado encaminha-se o animal para o treinamento de uma modalidade específica, onde devemos considerar que o ideal é somar:
* Seleção genética – específica para sua atividade.
Exemplo: Você não vai colocar um BH para correr vaquejada. Vai?
* Treinamento – um treinador despreparado põe o cavalo a perder ou não utiliza bem o seu potencial
* Nutrição – cavalos atletas precisam de nutrição específica para sua função

Na vaquejada o esforço feito pelo cavalo é imenso.
Em média, o treinamento básico de um cavalo para vaquejada dura 10 meses. Então já teremos teoricamente quatro anos e meio para que ele possa, de forma branda, começar a ser testado em vaquejadas onde a boiada e a exigência de esforço não sejam tão grandes. Isso nos leva a concluir que a própria experiência nas competições faz parte do treinamento e aprendizado, para, mais adiante, talvez dois anos à frente, analisarmos se está 100% pronto e apto a assumir maiores responsabilidades.
O tamanho dessa responsabilidade é relativo. Cavalos de vaqueiro amador e profissional têm níveis e freqüências diferentes de exigência.

Tudo isso, em teoria, deveria ser o que acontece com todo cavalo de vaquejada, mas ao analisarmos o grande percentual de cavalos descartados e a forma como são iniciados e treinados percebemos:

- Iniciação e doma extremamente rápidas e deficientes

- Com a falta de uma base bem feita os cavalos chegam ao treinamento para vaquejada despreparados e sem a escolarização necessária para iniciar uma nova fase, onde lhes serão exigidas performances superiores

- A falta de uma base bem dada ao cavalo, somada à pressa dos proprietários e treinadores, leva a um nível de exigência injusto, onde o cavalo que não foi escolarizado e corretamente preparado é exigido prematuramente em uma atividade que requer muita habilidade e força.

“Como exigir de um jovem de 20 anos, que sequer terminou o 1º grau escolar, que vá ao vestibular, faça cálculos e responda questionamentos de física, matemática, geografia, história, conhecimentos gerais, redação, inglês, espanhol e gramática? Ele não será aceito sequer para efetivar sua inscrição, pois embora possa ter potencial, não lhe foi proporcionada uma boa base, um bom preparo.”

Não é de se estranhar que tantos cavalos cheguem no momento do “vestibular” de suas vidas e sejam reprovados. Sem a escolarização necessária não deveriam nem estar lá.
Falta de base e preparo, expectativas absurdas e exigências desproporcionais ao treinamento que receberam, levam muitos cavalos a serem castigados, penalizados, sub-utilizados ou descartados sem que se lhes tenham dado a oportunidade de um preparo adequado para que mostrem seu verdadeiro potencial.

Inexperiência, ansiedade, economia, vaidade, entre outras motivações, levam alguns proprietários de cavalos a tomarem tais atitudes. O preço a ser pago na maioria das vezes é salgado. O desperdício de bons cavalos e investimentos frustram muitas expectativas, mas não por culpa dos cavalos.

Essa realidade me leva a lembrar da frase de um grande treinador, reconhecido em todo o mundo, chamado Tom Dorrance, que disse certa vez: “Não é o cavaleiro que tem um cavalo com problema, mas o cavalo que tem um cavaleiro com problema”.

 

Mario JULIO Nottingham Barros Leal
Iniciação de potros – Doma – Rédeas - Vaquejada
Casq. e Ferrageamento - Hospedagem e
treinamento – Consultorias – Cursos - Eventos.
Coord. Universidade do Cavalo / Ceará
(85) 8805 1132
julio@mundodocavalo.com.br

 

Origem

Indice
Os primeiros registros da prática da vaquejada no nordeste brasileiro, onde a atividade nasceu, datam de meados do ano de 1810.Não há um consenso sobre a origem exata mas é de conhecimento popular que no sertão do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e demais estados nordestinos a vaquejada é praticada a quase de 200 anos.Tu começo da necessidade que os criadores de gado da época tinham e juntar o rebanho, marcar, curar os bezerros, separar o gado solteiro do gado leiteiro e por aí vai.
O vaqueiro, em seu cavalo, vestido com a couraça, embrenhava-se mata a dentro em busca do gado. A típica roupa de couro e os apetrechos como a peã e a máscara para colocar no bois fujões eram carregadas como importantes ferramentas de trabalho. Tudo isso, assim como o artifício de derrubar o boi pelo rabo, eram resultados da necessidade de se adequar a geografia típica da caatinga onde dificilmente poderia ser usado um laço ou outros meios para capturar o gado.
A vegetação típica da caatinga, repleta de matas com  de espinhos e pontas cortantes era desbravada pelo rude vaqueiro nordestino, trajado sempre com calça, gibão, chapéu e alpargata de couro.Em meio a  tudo isso os vaqueiros arrumavam criatividade para fazer deta atividade uma disputa pessoal onde muitos ganharam fama pela coragem com que se embrenhava na caatinga trazendo uma rês ou um touro selvagem.
Registros históricos apontam que em 1874 foi realizada a primeira vaquejada que foi evidenciada por José de Alencar quando se rerferiu a "puxada de rabo de boi" no Ceará, deixando claro em suas palavras que aquilo já ocorria anteriormente. No Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Piauí, que tinham hábitos similares a vaquejada era praticada.

Com características claras da criação extensiva, onde não haviam cercas e propriedades gigantescas começavam e terminavam muitas vezes sem se saber ao certo o limite de cada uma, o nordeste foi marcado pela criação de gado, onde a figura do vaqueiro encouraçado aparece como um dos principais representantes da história desta região de cultura e características fortes e ricas.

 

Origem

Indice
Pé de Mourão

As vaquejadas que deram origem às competições atuais eram as “pé de mourão”. Estas eram as que mais se aproximavam da pega de boi original da caatinga. No “Pe de Mourão” o boi deve ser derrubado o mais rápido possível, logo que sai do jiqui. (Brete)
Com a popularidade e o sucesso junto ao sertanejo, logo a vaquejada ganhou o apoio dos patrões e coronéis que apresentavam seus representantes fazendo das disputas algo bem mais interessante.
Do Pé de Mourão a evolução nos trouxe a vaquejada de faixa que é a mais praticada atualmente.

 

Vaquejada contemporânea

Indice

A vaquejada evoluiu. Regras e regulamentos foram incorporados. Algumas regras são padronizadas, mas a quantidade de bois corridos, por exemplo, pode variar.

Boi saído é boi corrido. Isso porque se o vaqueiro verificar que o boi não lhe dá condição de uma corrida justa e segura, ele pode pedir para correr outro e separar o descartado da boiada. A cauda muita curta de um boi ou um boi machucado, por exemplo, são motivos aceitos. Do contrário se o vaqueiro sinalizar para o curraleiro soltar o boi, então... boi saído é boi corrido.

Uma vez aberta a porteira vaqueiros, cavalos e boi seguem em direção a “faixa de pontuação”, que oficialmente deve ter 10 metros entre as linhas demarcadas com cal.

O boi não pode queimar nenhuma das linhas sob pena de não pontuar.

A equipe é formada pelo puxador e pelo esteira que auxilia o puxador lhe entregando a cauda do boi e ajustando o boi durante a corrida até a faixa. Chegando na faixa de pontuação, um bom esteira é essencial para auxiliar o puxador a derrubar o boi quando este oferece muita resistência.

As pistas de vaquejada devem ser extremamente bem forradas com areia macia e sem pedras que possam machucar o boi, o cavalo ou o vaqueiro.

É causa de eliminação do competidor caso bata no boi para tentar guiá-lo dentro da pista. Isso só pode ser feito segundo a perícia dos cavaleiros e suas montarias.

Vaquejada de 3 bois

A pontuação  é 7, 8 e 9 pontos, para o primeiro, segundo e terceiro boi respectivamente, todos corridos em um único rodízio. Na disputa final vale a “morte súbita”. Perdendo um boi está fora da competição.
Vaquejada de 4 bois:

A pontuação que é 7, 8, 9 e 10 pontos, corridos em um rodízio só. Quem atingir 34 pontos está classificado para a disputa final.

Vaquejada de 6 bois:

Os três primeiros valem, respectivamente, 8, 9 e 10 pontos corridos primeiro dia. Os de 11,12 e 13 pontos, são corridos no dia seguinte. O vaqueiro que não estiver presente na hora da chamada de sua senha, fica para o rabo da gata, ou seja corre no último bloco, após todos os rodízios.

Para tornar a competição mais ágil, quando o número de competidores é muito grande pode ser adotado o sistema de morte súbita no segundo dia para poupar tempo e boiada já que o vaqueiro não atingirá mais a pontuação necessária para ir para disputa final.

Julio Nottingham

 

Vaquejada – cultura x esporte
Indice



Há alguns anos, quando decidi ser um cavaleiro profissional, busquei os mais diversos cursos que poderiam me dar a base que precisava para trabalhar com cavalos de esporte – cavalos de vaquejada principalmente.
Em minhas viagens em busca de aprendizado estive em alguns dos melhores centros de treinamento de São Paulo. Fiz cursos de rédeas, apartação, horsemanship, doma, western equitacion, ferrageamento, entre outros.
Além dos cursos fiz uso de várias literaturas e adquiri até hoje em conhecimento, tanto quanto o tempo e as finanças me permitiram.
Nas diversas modalidades que envolvem o cavalo é comum encontrarmos estudos, artigos, técnicas e informações que orientam os iniciantes e praticantes nas modalidades que desejam.
Em qualquer ramo de atividade a evolução e profissionalismo vêm como conseqüência natural da busca do ser humano pelo aprimoramento. Informações, técnicas e experimentos científicos são passados de mão em mão como forma de aperfeiçoar e fomentar cada atividade.
Um detalhe que chama atenção na vaquejada é a ausência de literaturas e informações técnicas que sirvam de norte para quem quer iniciar ou estudar o assunto.
Quando fala em esporte, talvez, a mente do praticante amador não conceba integralmente todo o universo de detalhes que envolvem a existência deste esporte.
Como esporte, seja no nível profissional ou amador, a vaquejada agrega milhares de empregos e movimenta o mercado de cavalos no nordeste do Brasil em todos os ângulos, envolvendo não só profissionais e praticantes, mas também comerciantes, veterinários, zootecnistas e fabricantes de todo o tipo de equipamentos e materiais de consumo para este segmento, causando impacto e movimentando as estatísticas a nível nacional.
Onde quero chegar?
Com todo esse potencial a vaquejada, talvez pelo forte apelo cultural, ainda não galgou o status de “esporte nordestino” passando ao título de esporte nacional. Temos orgulho desta atividade “tipicamente nossa”, e ao mesmo tempo damos a ela o título de “esporte”. É comum vermos adesivos nos carros dizendo: “Meu esporte é vaquejada”.
Culturalmente sempre vai existir a vaquejada pé de mourão e a vaquejada de faixa mais próxima das raízes sertanejas, mas quando falamos em esporte temos que aceitar, facilitar e incentivar o crescimento e a fomentação da vaquejada nos níveis que vemos em outras modalidades.
De fato a vaquejada é um esporte. Sei disso porque sou vaqueiro e hoje faço profissionalmente a doma e preparação de potros para fins esportivos, tendo também a experiência de ter praticado e conhecido outros esportes que envolvem cavalos e gado.
A questão é que, como esporte, a vaquejada deverá evoluir nos próximos 10 anos o que não evoluiu em 100. Mas por quê?
Porque a evolução deste esporte está diretamente ligada a forma como os vaqueiros montam e treinam seus cavalos.
Hoje ainda não é possível encontrar materiais que sirvam como fonte de aprendizado sobre técnicas e métodos para treinar um cavaleiro e um cavalo de vaquejada. Estes conhecimentos são passados de forma empírica, de boca em boca e por observação.
É certo que uma iniciação e doma bem feita, uma boa base de rédeas e preparação do cavalo antes de ser apresentado à vaquejada faz uma grande diferença e os vaqueiros estão começando a perceber isso. Na verdade a base bem feita pode ser a linha que separa muitas vezes um cavalo bom de um excepcional.
Nos próximos anos, a inserção de conhecimentos técnicos mais apurados para o treinamento do vaqueiro e do cavalo será somado às fortes raízes, fazendo da vaquejada um esporte muito melhor e em sintonia com a realidade mundial a respeito dos cavalos.
Técnica, refinamento, conhecimento e profissionalismo são pré-requisitos básicos em quaisquer situações e quando se fala em animais de alta performance e genética apurada, um bom treinamento é muito mais que um detalhe, pode ser a pólvora e o pavio para formar um campeão.

Julio Nottingham

 

A escolha do cavalo para vaquejada

Indice

As raças mais utilizadas são os Quarto de Milha,  Paint Horses e Apaloosas. Isso não significa que outras não possam ser usadas, mas as raças citadas passaram por muitos anos de seleção genética dirigidas e comprovadas no trabalho com gado.
É comum vermos cavalos de vaquejada formados da cruza destas raças com PSI.
São cavalos que em suas características funcionais somam força, agilidade, vontade de trabalhar com gado e velocidade explosiva em curtas distancias.

“Tamanho não é documento”, mas na vaquejada tem sido dado a preferência a animais de porte maior. Linhagens de corrida e corrida com trabalho tem sido largamente usadas, no entanto, cavalos de linhagem fechada em trabalho, de porte um pouco menor, também mostram excelentes resultados, desde que não sejam pequenos a ponto de prejudicar seu desempenho ao se deparar com uma boiada mais pesada.

O