MUNDO DO CAVALO

 

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Não tenha medo de expor seu cavalo a coisas a que nunca foi antes exposto; mas... tome cuidado para não sobrecarregá-lo. Nunca, porém o exponha a situações, nas quais ele possa perder a confiança que acabou de adquirir.

Tom Dorrance

Franco Bertolani
 

O Mundo do Cavalo é amplo e diversificado. Independente de raça e função, dentre todos os outros animais o cavalo é o mais fascinante.
O objetivo do site é difundir a cultura eqüestre em função de seu ícone, o cavalo. As raças e funções citadas não se limitam aqui e não representam toda amplitude do universo equestre representado por dezenas de raças diferentes, algumas até, desconhecidas da maioria dos cavaleiros.
As informações contidas neste link, assim como nos demais, são fruto de criação própria ou pesquisa. Quando o autor ou fonte é conhecido os créditos pelo trabalho ou bibliografia da fonte de pesquisa são adicionados junto ao texto.

Julio Nottingham

Quarto de Milha
Appaloosa
Paint Horse
Puro Sangue Inglês
Mangalarga Marchador
O Cavalo Crioulo
Andaluz
Anglo-Árabe
Alter-Real (sub-raça)
Árabe (o filho do vento)
Berbere
Falabella
Hunter (caçador)
Lusitano
Morgan
Orlov Trotter
Passo
Saddlebred
Shagya Árabe
Sorraia
Welsh Cob
Galiceno
Cavalo Finlandês
Danish Warmblood
Frederiksborg
Oldenburg
Quarto de Milha

INDICE

Fonte: www.abqm.com.br

A Origem da Raça
A raça Quarto de Milha foi a primeira a ser desenvolvida na América. Ela surgiu nos Estados Unidos por volta do ano de 1600. Os primeiros animais que a originou foram trazidos da Arábia e Turquia à América do Norte pelos exploradores e comerciantes espanhóis.

Os garanhões escolhidos eram cruzados com éguas que vieram da Inglaterra, em 1611. Os cruzamentos produziram cavalos compactos, com músculos fortes, podendo correr distâncias curtas mais rapidamente do que nenhuma outra raça.

Com a lida no campo, no desbravamento do Oeste Norte-Americano, o cavalo foi se especializando no trabalho com o gado. Nos finais de semana, os colonizadores divertiam-se, promovendo corridas nas ruas das vilas e pelas estradas dos campos, perto das plantações, com distância de um Quarto de Milha (402 metros), originando o nome do cavalo.
Wimpy, o cavalo americano
precursor da raça

Foi fundada em 15 de março de 1940, a American Quarter Horse Association (AQHA), em College Station, Texas. Em 1946, a AQHA se transferiu para Amarillo, Texas, onde se encontra até hoje, tornando-se a maior associação de criadores do mundo, com cerca de 338 mil sócios e mais de 4,2 milhões de cavalos registrados, divididos em 43 países, representando 52% dos eqüinos em todo o mundo (dados até 31/12/2002).


Pelagens da Raça

O Regulamento exige que todo cruzamento entre pais alazães só pode originar produtos alazães, e um produto para ser tordilho, deve ter um de se us pais tordilho.
Nas pelagens descritas não foram considerados os membros que podem apresentar calçamentos, que são áreas de pêlos brancos, localizadas.
Assim, os calçamentos podem variar em altura e forma, aparecendo em um ou mais membros.
O padrão racial estabelecido para o Quarto de Milha permite que as áreas de pêlos brancos localizados pelo corpo não ultrapassem a 10cm² (dez centímetros quadrados).
Para os membros anteriores os calçamentos não podem ultrapassar a uma linha média imaginária traçada no joelho; para os membros posteriores a linha que limita o calçamento é traçada na altura da ponta do jarrete.
Para a cabeça os limites estabelecidos por linhas traçadas do meio da inserção da orelha até o canto da boca e na parte inferior na linha do músculo masseter (linha do cabresto).
Os animais Puros e Mestiços que apresentarem sinais zootécnicos que ultrapassarem os limites estabelecidos pelo padrão racial, serão registrados de acordo com o que rege o artigo 45

Alazão
É a pelagem em que o pêlo do corpo, crina, cauda
e membros apresentam a mesma tonalidade.

 

Alazão Tostado
É a pelagem em que a tonalidade é homogênea, semelhante à borra do café. A crina, cauda e membros apresentam a mesma tonalidade do resto do corpo. Esta pelagem pode ser confundida com o preto o zaino quando, ao sol, apresenta reflexos para o vermelho.

 

Baio
O animal apresenta a pelagem de fundo preta ou alazã e tem que apresentar lista de burro ao longo do dorso, iniciando-se nas cruzes e terminando na inserção da cauda, podendo ter as extremidades e cauda da mesma cor do corpo.

 
Baio Amarilho
É aquela de tom creme ou amarelo ouro, apresentando a crina e a cauda obrigatoriamente brancas e os membros com a mesma tonalidade do corpo.


 Castanho
O animal apresenta pelagem "avermelhada" com as
extremidades pretas - crina, cauda e membros.

 

 

Cremelo
Seu pelo pode ser branco ou creme bem claro, crina e cauda brancas, pele cor-de-rosa ou rosada por todo o corpo e olhos azuis

 


Lobuno
É a pelagem acinzentada ou esfumaçada e que, por esse motivo, é também conhecida como pêlo de rato e deve apresentar as extremidades pretas.

 

 Perlino
É a pelagem creme bem clara ou branca, pele rosa ou roseada, crina, cauda e extremidades normalmente tem uma tonalidade mais escura cobre ou laranja e olhos azuis

 

Preto
É a pelagem em que o pêlo do corpo, crina, cauda
e membros apresentam a mesma tonalidade.



Rosilho
É a pelagem básica castanha ou alazã, com grande infiltração de pêlos brancos pelo corpo, com incidência maior nos flancos e virilhas.
A distribuição dos pêlos pelo corpo poderá ser homogênea, mas a cabeça e as extremidades mantêm a pelagem básica alazã ou castanha.
Seu aparecimento se caracteriza póstero-anterior, ou seja, de trás para frente e também por ser observada com maior intensidade nas partes posteriores do corpo.


Tordilho
É a pelagem que apresenta a cor básica, com infiltração progressiva de pêlos brancos e de uma maneira homogênea em todo o corpo. Esta pelagem se caracteriza pelo seu aparecimento a partir do 3º ou 4º mês de idade do potro e sempre em sentido ântero-posterior, ou seja, da cabeça para o corpo, mais especificamente nos olhos, bochechas e parte interna das orelhas e, mais tarde pelo corpo todo.
A pelagem tordilha, por ser de caráter genético é dominante.
Para ser apresentada em um animal, pelo menos um de seus pais tem que ser de pelagem tordilha a diferença marcante entre a pelagem TORDILHA com a ROSILHA é que a TORDILHA tem uma distribuição homogênea de pêlos brancos, enquanto que na ROSILHA, a incidência dos pêlos brancos é maior em algumas regiões do corpo e não se apresenta na cabeça, exceção feita à determinadas áreas como estrelas, listras e manchas.
Outro detalhe deve ser lembrado com relação a pelagem tordilha: o fato de um ou ambos os pais de um produto ser tordilho não implica que o animal tenha que apresentar essa pelagem.

 

APARÊNCIA - de força e tranquilidade. Quando não trabalhando, deve conservar-se calmo, mantendo a própria força sob controle. Na posição parado, mantém-se reunido, com os posteriores sob a massa, apoiando nos quatro pés, podendo partir rapidamente em qualquer direção.


PELAGEM
- admite-se que a pelagem do Quarto de Milha possa ser alazã, alazã tostada, baia, baia amarilha ou palomina, castanha, rosilha, tordilha, lobuna, preta e zaina. Não serão admitidos, para registro, animais pampas, pintados e brancos, em todas as suas variedades.

ANDAMENTO
- harmonioso, em reta, natural, baixo. O pé é levantado livremente e recolocado de uma só vez no solo, constituindo-se no trote de campo.

ALTURA
- são cavalos cuja altura é, em média, de 1,50 m. São robustos e muito musculados.

PESO
- 500 quilogramas, em média.

CABEÇA
- pequena e leve. Em posição normal, deve-se ligar ao pescoço em ângulo de 45º. Perfill anterior reto.

FACES
- cheias, grandes, muito musculosas, redondas e chatas, vistas de lado; discretamente convexas e abertas de dentro para fora, vista de frente, o que proporciona ganachas bem mais largas que a garganta. Desta forma, a flexão da cabeça é muito acentuada, permitindo grande obediência às rédeas.

FRONTE
- ampla.

ORELHAS
- pequenas, alertas, bem distanciadas entre si.

OLHOS
- grandes e, devido ao fato de a testa ser larga, bem afastados entre si permitindo um amplo campo visual, tanto para a frente como para trás, ao mesmo tempo, com o mesmo olho.

NARINAS
- grandes.

BOCA
- pouco profunda, permitindo grande sensibilidade às embocaduras.

FOCINHO
- pequeno.

PESCOÇO
- comprimento médio. Deve inserir-se no tronco em ângulo de 45º porém, bem destacado do mesmo. Somente a JUNÇÃO entre o pescoço e a cernelha deve ser gradual.

O BORDO INFERIOR
- do pescoço é comparativamente reto e deve destacar-se nitidamente do tronco assegurando flexibilidade.

O BORDO SUPERIOR
- é reto, quando o cavalo está com a cabeça na posição normal.

GARGANTA
- estreita, permitindo grande obediência às rédeas.

MUSCULATURA
- bem pronunciada, tanto vista de lado, como de cima. As fêmeas têm pescoço proporcionalmente mais longo, garganta mais estreita e desenvolvimento muscular menor. O Quarto de Milha, quando em trabalho, mantém a cabeça baixa, podendo, assim, usá-la melhor e permitindo ao cavaleiro uma perfeita visão sobre ela.

TRONCO
- da cernelha ao lombo deve ser curto e bem musculado: Não "selado" especialmente nos animais de lida. Isto permite mudanças rápidas de direção e grande resistência ao peso do cavaleiro e arreamentos. De perfil, é aceitável o declive gradual de 5º a 8º da garupa à base da cernelha. O vértice da cernelha e a junção do lombo com a garupa devem estar aproximadamente no mesmo nível.

CERNELHA
- bem definida, de altura e espessura médias.

DORSO - bem musculado ao lado das vértebras e, visto de perfil, com muita discreta inclinação de trás para frente. Tendo aparência semi-chata, o arreamento comum deve cobrir toda essa área.


LOMBO
- curto, com musculatura acentuadamente forte.

GARUPA - longa, discretamente inclinada, para permitir ao animal manter os posteriores normalmente embaixo da massa (engajamento natural).

PEITO - profundo e amplo. O peito visto de perfil, deve ultrapassar nitidamente a linha dos antebraços, estreitando-se porém, no ponto superior da curvatura, de forma a diferenciar-se nitidamente do pescoço. Vista de frente, a interaxila tem forma de "V" invertido, devido à desenvolvida musculatura dos braços e antebraços.

TÓRAX - amplo, com costelas largas, próximas, inclinadas, elásticas. O cilhadouro deve ser bem mais baixo que o codilho.
Membros Anteriores

ESPÁDUA - deve ter ângulo de aproximadamente 45º , denotado, equilíbrio e permitindo a absorção dos choques transmitidos pelos membros.

BRAÇOS - musculosos, interna e externamente.

ANTEBRAÇOS - o prolongamento da musculatura interna dos braços proporciona ao bordo inferior do peito, quando visto de frente, a forma de "V" invertido, dando ao cavalo a aparência atlética e saudável. Externamente, a musculatura do antebraço também é pronunciada. O comprimento do antebraço é um terço a um quarto maior que a canela.

JOELHOS - vistos de frente são cheios, grandes e redondos; vistos de perfil, retos e sem desvios.

CANELAS - não muito curtas. Vistas de lado, são chatas, seguindo o prumo do joelho ao boleto; vista de frente, igualmente sem desvios.

QUARTELAS - de comprimento médio, limpas, em ângulo de 45º, idêntico a da espádua, e continuam pelos cascos com a mesma inclinação.

CASCOS - de tamanho médio, formato aproximadamente semi-circular, com talões bem afastados, sem desvios.

Membros Posteriores

COXAS - longas, largas, planas, poderosas, bem conformadas, fortemente musculadas, mais largas que a garupa.

SOLDRA - recoberta por musculatura bem destacada, poderosa.

PERNAS - muito musculosas. Essencialmente importante é o desenvolvimento muscular homogêneo, tanto interna, quanto externamente.

JARRETES - baixos. Por trás, são largos, limpos, aprumados; de perfil, largos, poderosos, estendendo-se em retaaté os boletos.

CANELAS - mais largas, discretamente mais longas e mais grossas que as anteriores. De lado, são chatas. São convenientes canelas mais curtas, tornando o jarrete mais próximo do solo, permitindo voltas rápidas e paradas curtas.

Veja mais informações sobre o Quarto de Milha no site www.abqm.com.br

 

Appaloosa

INDICE

Fonte: www.appaloosa.com.br
Domados ou Selvagens, os cavalos palouses coloriam as pradarias em galopes de liberdade ou montados pelos guerreiros indígenas que orquestravam o tropel com repetidos brados.

Não por acaso que a imagem mundialmente se perpetuou da Raça Appaloosa é a do cavalo de indíos.
Nas ancas, dorso e cernelha o pincel da criação salpicou cores diferentes, distribuiu pintas escuras sobre a pelagem básica, algumas vezes carregou mais o pincel nas ancas em formato de mantas... As pelagens negra, alazã, castanha, zaina, baia, palomina, tordilha e rosilha ganharam composições como em nenhuma outra raça da espécie eqüina. Formada a partir dos cavalos introduzidos pelos colonizadores europeus na América, estes animais de plástica inigualável corriam soltos pela bacia do rio Colúmbia e seus afluentes onde foram capturados e domesticados pelos Nez Perce, índios guerreiros que habitavam o vale do rio Palouse, uma região dominada pelos colonizadores franceses. Os Nez Perce domavam os cavalos pintados, usando-os como meio de transporte, montaria de caça e como instrumento de guerra nas constantes batalhas com os brancos.
Ágeis, rústicos, velozes e resistentes, os cavalos pintados dos Nez Perce atraíam a atenção dos colonizadores, atribuindo-se aos franceses o nome que estes animais receberam, La Palouse, numa referência ao rio de mesmo nome, situado, hoje, no Estado do Oregon. Excepcionais para cavalgadas de longas distâncias e na travessia de regiões íngremes e áridas, o cavalo dos Nez Perce foram submetidos a uma rigorosa seleção baseada na resistência, coragem e pelagem pintada. Os indivíduos que não acentuavam estas características eram castrados - para não serem utilizados na reprodução - e utilizados apenas como animal de montaria.
A técnica de seleção, adotada há mais de 100 anos, acabou garantindo a preservação das principais características destes animais, em especial sua variada e exótica pelagem. Apesar de a autoria da primeira seleção da raça na América ser atribuída aos Nez Perce, historiadores acreditam que a origem de cavalos com a pelagem típica do moderno Appaloosa é ainda mais antiga. Pinturas rupestres encontradas na Espanha e nas famosas cavernas de Lascaux, na França, desenhadas 18 mil anos antes de Cristo, revelam figuras de cavalos com características semelhantes as do Appaloosa. Outros registros de cavalos pintados foram encontrados em pinturas chinesas datadas de 5.000 anos a.C. e em cavalos selecionados na antiga Pérsia há 1.600 anos.
Das batalhas a preservação
Na medida em que os colonizadores foram estabelecendo seus ranchos e implantando a pecuária no Oeste americano, a captura de cavalos selvagens para utilização na lida se transformou em fator de sobrevivência.
Cobiçados pelo homem branco, os La Palouse passaram a ser motivo de disputas constantes, notadamente quando foram estabelecidas as rotas comerciais entre o Sul e o Norte, necessitando-se percorrer grandes distâncias a cavalo. Surgiam as batalhas e a vida indígena começou a sofrer grandes alterações. Em 1877, num histórico confronto entre os Nez Perce e a cavalaria americana, os La Palouse serviram de montaria de um povo inteiro numa rota de fuga que percorreu mais de dois mil quilômetros. Quando os Nez Perce se renderam em Montana - Estado americano na fronteira com o Canadá -, os cavalos que sobreviveram aos ataques foram distribuídos entre os soldados, deixados para trás ou simplesmente dispersos.
Crescia a decadência das nações indígenas, e sua reclusão em reservas a partir do início do século XX provocou a quase extinção da população eqüina, especialmente destes cavalos pintados. Espalhados pelo vasto território americano, os animais sobreviventes enfrentaram, ainda, o advento da motorização agrícola e a ramificação das ferrovias. Salvo exceções, o cavalo nos Estados Unidos foi colocado em segundo plano.
No entanto, na busca de resgatar os áureos tempos dos La Palouse e a cultura que a ele era atribuída, apaixonados por estes animais - rancheiros, criadores, descendentes dos Nez Perce e leigos - do Estado de Idaho fundaram, na década de 30, o Appaloosa Horse Club - APHC, entidade que se tinha por objetivo maior preservar a história da Raça e garantir seu desenvolvimento. Dentre estes objetivos estava a utilização do cavalo no esporte e lazer, práticas que começaram a crescer na medida em que a mecanização invadiu a zona rural. Criadores, rancheiros, profissionais do cavalo, esportistas, entidades governamentais se envolveram no movimento. Esta nova realidade foi fundamental para o renascimento do Appaloosa. Buscava-se a seleção de animais fortes, ágeis, corajosos, mas que também que tivessem nos genes a capacidade de transmissão da pelagem exótica típica da Raça. No programa de seleção estabelecido a partir dos anos 30, foram feitas infusões de sangue de cavalos das Raças Árabe, Puro-Sangue-Inglês e, predominantemente do Quarto de Milha.
Destes cruzamentos nasceu, no conceito dos americanos, um tipo de cavalo com características únicas como a pelagem pintada, os cascos rajados, a pele malhada e a esclerótica branca, ou seja, aquela membrana que reveste o globo ocular. Nas décadas seguintes os Appaloosas começaram a desenvolver aptidões para diferentes provas eqüestres, notadamente as chamadas western como Apartação, Rédeas, Laço de Bezerro, Laço em Dupla baseadas na lida dos ranchos, além de Baliza, Tambor, etc. As habilidades do Appaloosa como cavalo funcional e de esporte passaram a ser cultivadas em eventos públicos, especialmente nos rodeios, vitrine maior das competições dos rancheiros americanos.
Resgatado da quase extinção, o Appalosa rompeu as fronteiras dos Estados Unidos a partir dos anos 50, se estabelecendo em outros países e continentes, sendo selecionado atualmente no Canadá, Venezuela, Austrália, Alemanha, Itália, Espanha, Israel e Brasil. Em nosso País chegou há quase três décadas, se expandiu a partir do Estado de São Paulo e já se consagra como o segundo maior e mais importante plantel mundial.

 

A Raça Appaloosa no Brasil

Comanche´s Double foi o primeiro animal registrado no Brasil. Passados mais de 25 anos, a Raça já tem no País o segundo maior plantel do mundo, com mais de 25 mil animais registrados e espalhados por várias regiões.
No início da década de 70 chegou ao Brasil o primeiro exemplar de Appaloosa. Foi trazido ao pé de uma égua Quarto de Milha numa importação feita pelo criador paulista Carlos Raul Consonni. Mas coube a outro criador, Jorge Rudney Atalla, de Jaú/SP, o mérito de ter o registro nº 1 da Raça no País: Comanche’s Double, importado em 1975. O animal era exposto nas mostras do Quarto de Milha e impressionava. Atalla acabou sendo o cicerone de vários criadores em viagens para os Estados Unidos, em visitas a diversos Haras selecionadores de Appaloosa. As viagens renderam as primeiras importações e o desejo de se fundar uma entidade própria para a Raça. O intento virou realidade em 27 de Novembro de 1977 quando nasceu a ABCCAppaloosa - Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Appaloosa, reconhecida pelo Ministério da Agricultura. Entre os fundadores estavam Jorge Rudney Atalla, Carlos Raul Consonni, Toni Persone, Antonio Luiz Teixeira de Barros Jr., Sérgio Augusto Zonno, Mário Sérgio Vasques e as empresas Comercial e Agropecuária Borborema Ltda. e Paisa Pinfildi Agropecuária. O Stud Book contava, inicialmente, com 45 animais, principalmente de origem importada. Dois anos depois o número de produtos já havia sido triplicado, e na década seguinte - marcada pelo apogeu da eqüinocultura brasileira - o Appaloosa já tinha conquistado várias regiões do País.
Os anos 90 reforçaram a seleção e evolução da Raça, notadamente com o aumento das importações, possibilitando programas criteriosos de cruzamentos, restringindo-se os acasalamentos com alguns agrupamentos de indivíduos e priorizando-se os de Appaloosa entre si. Pureza racial passou a ser palavra de ordem.
Já neste novo século, a prioridade está em promover cruzamentos direcionados com os animais da Raça Quarto de Milha e Puro-Sangue-Inglês, bem como possibilitar o incremento da Raça com a viabilidade de uso de sêmem nacional e importado, bem como, de embriões, nacional e importado, em quantidade a critério do criador.

Pelagem da Raça Appaloosa

 

Conheça as exóticas pelagens do Appaloosa
Manta- área branca sólida, geralmente sobre a região dos quartos, mas sem se limitar sobre a mesma. Na manta normalmente encontram-se pintas ou manchas de pelagem básica.
Leoparda- refere-se ao animal branco com manchas ou pintas escuras em todo o corpo, inclusive nos membros, pescoço e cabeça.
Nevada- refere-se ao animal que apresenta uma mistura de pêlos brancos e pêlos da cor básica, geralmente sobre a área dos quartos. Assemelha-se a flocos de neve caídos sobre a pelagem básica.
Pintas ou Manchas- pontos claros ou escuros sobre uma parte do corpo, geralmente sobre a garupa.
Importante- Animais que apresentarem manchas brancas maiores que 14 (quatorze) cm em regiões isoladas do corpo e pelagem pampa, serão registrados, porém ficarão vetados à reprodução.

Padrão Racial


Aprenda a identificar as características morfológicas básicas do cavalo Appaloosa
O Cavalo Appaloosa é um animal de sela, sendo desta forma útil nos trabalhos rurais, nos trabalhos com gado e também apresenta grande habilidade em velocidade a curtas distâncias.
APARÊNCIA:- animal de porte médio, expressando resistência, agilidade e tranqüilidade. Quando não está em trabalho deve conservar-se calmo, mantendo a própria força sob controle. Na posição em estaca mantém-se reunido, apoiado sobre os quatro pés, podendo partir rapidamente em qualquer direção.
PELAGEM:- admite-se que o Appaloosa possa apresentar pelagem alazã, alazã tostada, baia de alazã, palomina, baia, preta, zaina, castanha, tordilha, rosilha, lobuna, podendo ter ou não variação na pelagem.
Variações na Pelagem:
LEOPARDO - Refere-se ao animal branco com manchas ou pintas da pelagem básica em todo o corpo, inclusive na cabeça, pescoço e membros.
MANTA - Área branca sólida, geralmente sobre a região dos quartos, mas sem se limitar sobre a mesma. Na manta normalmente encontra-se pintas ou manchas da pelagem básica.
PINTAS OU MANCHAS - Pontos brancos geralmente sobre a região dos quartos, mas sem se limitar sobre a mesma, podendo apresentar-se com pintas da pelagem básica.
NEVADO - Refere-se ao animal que apresenta uma mistura de pêlos brancos e pêlos da cor básica geralmente sobre área dos quartos, podendo ser até por todo o corpo. Assemelha-se a flocos de neve caídos sobre a pelagem básica, podendo apresentar pintas da pelagem básica na mesma área.
PELE - a pele despigmentada é uma característica importante para o Cavalo Appaloosa, sendo um indicativo básico e decisivo na raça. Tem a aparência “mesclada”, de área pigmentada e área não pigmentada, diferente da pele cor-de-rosa. Esta pele mesclada pode ser encontrada em várias partes do corpo. Além da área ocular, focinho, pode ser encontrada na região anal, no períneo, nos genitais e úbere das fêmeas.
ANDAMENTO:- harmonioso em reta, natural, baixo. O pé é levantado livremente e recolocado de uma só vez no solo, constituindo-se no trote de campo.
ALTURA:- São animais cuja altura média é de 1,50 m.
PESO:- 500 kg, em média.
CABEÇA:- pequena e leve, com fronte ampla e de perfil retilíneo. As faces, também denominadas ganachas, são cheias, grandes e muito musculosas. Vistas de lado são chatas, discretamente convexas e abertas de dentro para fora quando vistas de frente, o que proporciona serem bem mais largas que a garganta. Desta forma, a flexão da cabeça é muito acentuada, permitindo grande obediência às rédeas. Em posição normal, a cabeça deve ligar-se ao pescoço em ângulo de 45°.
ORELHAS:- pequenas, alertas, bem distanciadas entre si, e com boa movimentação.
OLHOS:- grandes e devido ao fato da fronte ser ampla, bem afastados entre si permitindo um amplo campo visual, tanto para a frente como para traz, ao mesmo tempo, com o mesmo olho. A área ocular que rodeia a córnea, esclerótica branca, é mais evidente que em outras Raças. Nos outros animais, a esclerótica branca é visível se ocorrer movimento do globo ocular para os lados, para cima, para baixo e se a pálpebra for levantada. Essa característica é muito peculiar no Appaloosa, desde que não esteja combinada marca grande e extensa de cara (por exemplo, frente aberta e “malacara”).
NARINAS:- grandes.
BOCA:- pouco profunda, permitindo grande sensibilidade às embocaduras.
FOCINHO:- pequeno.
GARGANTA:- estreita, permitindo grande obediência às rédeas.
PESCOÇO:- comprimento médio e de forma piramidal, sem desvios de bordos, seja inferiores ou superiores. Deve-se inserir-se no tronco em ângulo de 45° , porém, bem destacado do mesmo. Somente a junção entre o pescoço e a cernelha deve ser gradual. A musculatura é bem pronunciada, tanto visto de lado, como de cima. As fêmeas têm pescoço proporcionalmente mais longo, garganta mais estreita e desenvolvimento muscular menor. O Appaloosa, quando em trabalho, mantém a cabeça baixa, podendo assim usá-la melhor, e permitindo ao cavaleiro uma perfeita visão sobre ela.
TRONCO:- da cernelha ao lombo, deve ser curto e bem musculado, não “selado” especialmente nos animais de lida. Isto permite mudanças rápidas de direção e grande resistência ao peso do cavaleiro e arreamentos. De perfil, é aceitável o declive gradual de 50 a 80° da garupa a base da cernelha. O vértice da cernelha e a junção do lombo com a garupa devem estar aproximadamente no mesmo nível.
CERNELHA:- bem definida, de altura e espessura média.
DORSO:- bem musculado, ao lado das vértebras e, visto de perfil, com discreta inclinação de traz para frente. Tendo aparência semi-chata, o arreamento comum deve cobrir toda essa área.
LOMBO:- curto, com musculatura acentuadamente forte.
GARUPA:- longa, discretamente inclinada, para permitir ao animal manter os posteriores normalmente embaixo da massa corpórea (engajamento natural).
PEITO:- profundo e amplo. O peito visto de perfil, deve ultrapassar nitidamente a linha dos antebraços, estreitando-se porém no ponto superior da curvatura, de forma a diferenciar-se nitidamente do pescoço. Vista de frente, a interaxila tem forma de “V” invertido, devido a desenvolvida musculatura dos braços e antebraços.
TÓRAX:- amplo, com costelas largas, próximas, inclinada e elásticas. O cilhadouro deve ser bem mais baixo que o codilho.

MEMBROS ANTERIORES
ESPÁDUA:- deve ter ângulo de aproximadamente 45° , denotando equilíbrio e permitindo a absorção dos choques transmitidos pelos membros.
BRAÇOS:- musculosos, interna e externamente.
ANTEBRAÇOS:- o prolongamento da musculatura interna dos braços proporciona ao bordo inferior do peito, quando visto de frente, a forma de “V” invertido, dando ao cavalo aparência atlética e saudável. Externamente a musculatura do antebraço também é pronunciada, o comprimento do antebraço é um terço a um quarto maior que a canela.
JOELHOS:- vistos de frente são cheios, grandes e redondos; vistos de perfil, retos e sem desvios.
CANELAS:- não muito curtas. Vistas de lado, são chatas, seguindo o prumo do joelho ao boleto; vista de frente igualmente sem desvios.
QUARTELAS:- de comprimento médio, formato aproximadamente semi circular com talões bem afastados, sem desvios.
CASCOS:- de tamanho médio, formato aproximadamente semi circular, com talões bem afastados, sem desvios. Somente o animal Appaloosa terá cascos com listras verticais claras e escuras bem pronunciadas e nitidamente definidas em membros sem calçamentos. Em outras raças, as listras verticais, em geral, são resultado de um ferimento na coroa acima do casco do animal ou estão presentes em membros com calçamento.

MEMBROS POSTERIORES
COXAS:- longas, largas, planas, poderosas, bem conformadas, fortemente musculadas, mais largas que a garupa.
SOLDRA:- recoberta por musculatura bem destacada, poderosa.
PERNAS:- muito musculosas. Essencialmente importante é o desenvolvimento muscular homogêneo, tanto interna quanto externamente.
JARRETES:- baixos. Por traz, são largos, limpos aprumados; de perfil, largos, poderosos estendendo-se em reta até os boletos.
CANELAS:- mais largas, discretamente mais longas e mais grossas que as anteriores. De lado, são chatas, são convenientes canelas mais curtas, tornando o jarrete mais próximo ao solo, permitindo voltas rápidas e paradas curtas.
QUARTELAS:- discretamente mais fortes que as anteriores, porém com a mesma inclinação.
CASCOS:- menores que os anteriores, oblongos. Somente o animal Appaloosa terá cascos com listras verticais claras e escuras bem pronunciadas e nitidamente definidas em membros sem calçamentos. Em outras raças, as listras verticais, em geral, são resultado de um ferimento na coroa acima do casco do animal ou estão presentes em membros com calçamento.
CAUDA:- medianamente inserida, elegante com pêlos grossos. Podem, por ventura, apresentar-se mais ralas que as outras Raças.

Obviamente, toda a estrutura, o arranjo, bem como o desenvolvimento ósseo e muscular do animal devem ser levados em consideração. Ainda assim, atenção especial deve ser dada ao trem posterior, uma vez que dele dependem basicamente os atributos peculiares do Appaloosa:- partida rápida, velocidade, paradas curtas e voltas rápidas.

RECOMENDAÇÕES:
1. Os animais que apresentarem problemas hereditários como monorquidismo, criptorquidismo, hérnia inguinal, hérnia umbilical, portadores de HYPP (Paralisia Hipercalemica Periódica), assim como qualquer outra anomalia genética, não são aconselhados a serem utilizados na reprodução, conforme determina as normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
2. Que os acasalamentos objetivando a Criação do Cavalo Appaloosa, tenha um dos genitores cumprindo o dispositivo no art. 17, Cap. IV, em seu § 3º. Item 3.

Veja mais informações no site www.appaloosa.com.br

Paint Horse

INDICE

Paint é uma raça relativamente nova no País, originária dos Estados Unidos. Naquele país o Paint já ocupa a primeira colocação no ranking de comercialização. O motivo é um só: reúne a beleza de ser um cavalo de pêlos exóticos com a versatilidade necessária para o trabalho, lazer, ou esporte.
    Na América do Norte, existem hoje cerca de 300 mil animais registrados na American Paint Horse Association, e aproximadamente 48 mil criadores, e 50 mil em outros, inclusive o Brasil.
  Com 40 anos de fundação a American Paint Horse Association, desenvolveu um sistema moderno de seleção genética que permitiu um rápido desenvolvimento da raça, e, o que é melhor, com um alto grau de refinamento.
    Hoje ocupa a terceira colocação das melhores raças americanas, ou seja, só perde para o Puro Sangue Inglês e o Quarto de Milha. O plantel americano conta com reprodutores de primeira qualidade, das principais linhagens Quarto de Milha. A preocupação com as modalidades de performance e com as classes amadoras, garante a manutenção do interesse pelo animal, abrindo mercado e estimulando seu crescimento.
    Apesar de pouco tempo de introdução no Brasil, os cavalos Paint estão demonstrando uma fácil adaptação às modalidades esportivas desenvolvidas no País. A beleza da pelagem e a característica dócil são os principais atrativos para os criadores.
    A cor do pêlo e o padrão fazem do Paint Horse um cavalo único, valorizando qualquer haras. Cada Paint Horse tem uma combinação particular de branco e qualquer outra cor dos eqüinos. As manchas podem ser de qualquer forma ou tamanho e podem ser localizadas virtualmente em qualquer lugar do corpo do animal. Embora os Paints tenham uma variação de cores com manchas diferentes, existem somente três especificações do padrão do pêlo. Estas cores, manchas e padrões, combinadas com a origem da linhagem, habilidade atlética e disposição agradável, fazem do Paint Horse um investimento com qualidade, ou seja, um cavalo para todos os tipos de situações.
    Antes de você começar o processo de registro, você deverá saber se o seu cavalo pode ser registrado na ABC Paint. Enquanto uma pelagem colorida é essencial para identificar a raça, o Paint Horse tem linha sangüínea muito restrita e uma conformação de corpo distinta. Para poder ser candidato a registro, o garanhão e a égua devem ter sido registrados na ABQM ou na Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo de Corrida (PSI). Para poder ter o Registro Regular, o cavalo precisa também exibir um mínimo de pêlo branco sobre a sua pele sem pigmentação.
Quais são os padrões de coloração?

Se você estiver para registrar um cavalo, haverá a necessidade de estabelecer o padrão de cores do cavalo. Embora haja muitas palavras americanas para descrever os padrões de contraste do Paint Horse, a ABC Paint usa três termos para descrever os diversos padrões: OVERO, TOBIANO, ou TOVERO. Estes padrões são diferenciados pela localização do branco no cavalo, e não pela cor do pêlo. No Brasil, os animais que não tenham manchas são chamados de sólidos. Para descrever um cavalo Paint usamos a terminologia: Alazão (cor do pêlo), Overo ou Tobiano ou Tovero. Existem muitas variações e exceções nesses padrões, mas como uma regra geral, as seguintes definições indicam as variações de padrões nos Cavalos Paint.

OVERO - Geralmente o branco não ultrapassa as costas do cavalo entre a cernelha e a cauda: pelo menos, uma pata ou todas as patas são escuras: o branco é irregular e um tanto espalhado; as marcas da cabeça são distintas, em forma de frente aberta, arregaçada ou branco em forma de osso. Um cavalo overo pode ser predominantemente branco ou preto, e a cauda geralmente é de uma só cor.

TOBIANO - A cor escura geralmente cobre um ou ambos os flancos, e a cor branca vai passar o lombo entre a cernelha e a cauda. Geralmente todas as quatros patas são brancas, pelo menos abaixo do curvilhão ou joelhos: as manchas são irregulares e distintas tais como formas ovais ou padrões redondos que se estendem para baixo do pescoço e peito, dando a aparência de um escudo. As marcas da cabeça são como aquelas de cavalos de cores sólidas, ou como uma mancha, uma faixa, estrela ou um retalho. Um tobiano pode ser predominantemente escuro ou branco. A cauda, geralmente contém duas cores.

TOVERO - Estes cavalos combinam as características de ambos os overos e tobianos.

O efeito visual das cores na Conformação

O desafio do juiz na conformação do Paint Horse é a aparência do padrão de cor inferior e a conformação física. O contorno, a extensão e posição das manchas claras e escuras que podem criar ilusões ópticas. Algumas destas ilusões ópticas são convincentes, de tal forma que a conformação de um Paint pode aparentar ser muito diferente do que atual é.
O efeito visual do padrão de cores sob a conformação pode ser positiva ou negativa. Por exemplo uma redução do branco atrás do pescoço de um animal alazão tostado pode criar a ilusão de que o pescoço é mais curto do que na realidade parece. Para classificar uma classe de Paint Horse baseado na conformação, um juiz deve ser capaz de se concentrar na musculatura e estrutura óssea do cavalo e ignorar o padrão de cor.
Para auxiliar o treinamento de juizes e outros interessados na conformação do Paint Horse, a APHA tem comissionado o seguimento do desenho para ilustrar algumas destas ilusões. Guarde em sua mente que estes desenhos são unicamente dimensional, só que algumas das distorções não são adequadamente pintadas. Também, guarde em sua mente que a ilusão pode ser criada pelas áreas brancas ou escuras do padrão.

Pernas

Ilusões ópticas criadas por cores contrastantes nas pernas são particularmente difíceis de pintar sobre um desenho unicamente dimensional; estas distorções podem ser mais variadas. Os cavalos que tem as pernas brancas, normalmente aparentam ter as pernas tortas, quando são estruturalmente corretas. Particularmente ilusões devastadoras são criadas quando o escuro e branco vem juntos causando ângulos estranhos nas pernas. Se um Paint Horse tem o branco e escuro encontrando nas pernas, e aparenta ser cow-hocked - olhe a cor do outro lado para ver a conformação correta.

Espessura do Pescoço

Longo, fino, linhas rendilhadas de branco distorcerão a turvação do pescoço. Longo, fino, linhas rendilhadas criará a ilusão de um pescoço em boa posição. Uma larga obstrução do branco criará a ilusão de um pescoço grosso e largo.

Estatura

O contraste do escuro e branco pode criar uma ilusão mais impressiva da estatura. Cavalos de cores escuras com marcas elevadas nas pernas, normalmente aparentam ser mais curtas do que um cavalo de mesma extensão com um padrão na vertical.

Definho e anca

O contraste entre a cor branco e escuro podem também criar ailusão de peso insatisfatório. A maior parte do branco ou escuro no local errado pode fazer o tamanho dos definhos ou a extensão da anca aparece curta ou longa do que elas realmente são.

Barriga

Ilusões criadas pelo relacionamento entre o escuro e branco podem distorcer a extensão do dorso ou do traço do cavalo. Oscontrastesdas cores na barriga podem distorcer a aparência da circunferência do peito bem como a barriga.

Anca, Joelho e (Gaskin)

Ilusões criadas pelo escuro e branco podem também achatar a anca do cavalo, diminuir a largura do joelho e fazer o gaskin parecer mais largo do que é.


Olhos

A cor dos olhos de um cavalo Paint e sua pele cercante podem realçar ou diminuir a simpatia visual do animal.

Cabeça e Traquéia

O padrão de cores da cabeça e traquéia de um cavalo Paint pode criar ilusões interessantes. O contraste entre o branco e escuro na cabeça podem aparentar uma fronte larga, focinho inclinado, orelhas estendidas, a garganta grossa, ou narinas dilatadas. As marcas faciais podem aparentar que o animal tem um temperamento dócil.

Angulo do ombro

O padrão de cores do ombro pode aparentar um bom ombro, de aparência fraco o ombro correto aparenta ser fraco. As cores nesta área distorcem a percepção de estar inclinado - fazendo com que o pescoço aparente ter uma inclinação correta onde ele está em um aposição certa ou aparentar estar reto quando a inclinação é correta.

Comprimento do Pescoço

O branco no pescoço é as vezes triangular. Esta ilusão cria uma distorção no comprimento. Quando a base do triângulo está rumo ao ombro, o pescoço aparenta ser mais longo. Quando a base do triângulo esta rumo a cabeça, particularmente quando os lados do triângulo são iguais, o pescoço aparenta ser curto.

 

Puro Sangue Inglês

INDICE

Fonte: www.acpccp.com.br

Origens


As origens do cavalo se perdem nos tempos; as corridas se constituíam em um divertimento dos senhores das Origens

As origens do cavalo se perdem nos tempos; as corridas se constituíam em um divertimento dos senhores das terras (Land Lords) aos quais, as atividades de suas isoladas fazendas não lhes permitiam grandes perspectivas de passarem os domingos e feriados de maneira mais alegre. Assim, faziam correr seus animais pesados e carentes de velocidade; estas corridas por volta de 1500, eram tidas em alta conta, a tal ponto, que Henrique VIII as oficializou e criou leis especiais de proteção a raça eqüina (1540-1550).

Cada um dos vários milhões de animais Puro Sangue Inglês, ao redor do mundo atual, deve suas origens a um grupo relativamente pequeno de criadores Britânicos.
Eclipse Eram estes criadores que nos séculos 17 e 18 começaram, com o cruzamento de cavalos nativos em éguas importadas da Espanha, Turquia e Itália. É impossível determinar exatamente quando o Puro Sangue Inglês desenvolveu-se, mas por volta de 1600 a 1750, reprodutores Orientais, árabes, berberes e turcos, foram importados, com o propósito de incrementar a velocidade dos cavalos utilizados, para o popular esporte das corridas; e três dos 174 reprodutores importados, tornaram-se famosos pela sua contribuição na formação da raça; no caso: DARLEY ARABIAN, GODOLPHIN BARB e BYERLEY TURK, os quais, incorporados na reprodução em diferentes épocas, mediante intensa consangüinidade, produziram em última instância o moderno CAVALO PURO SANGUE INGLÊS, chegando-se aos seus descendentes: ECLIPSE (ramo de Darley Arabian), MATCHEM (ramo de Godolphin Arabian) e HEROD (ramo de Byerley Turk), cuja atuação na criação constituiu-se no ponto de partida básico da raça.

Os produtos destes cruzamentos eram significativamente bem menores que a vasta maioria de animais Puro Sangue Inglês de hoje. O grande ECLIPSE, um descendente macho da 5ª geração de DARLEY ARABIAN, nascido em 5 de abril 1764 no dia da eclipse solar, motivo de seu nome; criado pelo Duque de Cumberland, William Augustus, (Cranbourne Lodge Stud) foi considerado a estrela do Puro Sangue Inglês; era filho de Marske e Spiletta excepcionalmente alto, com 1,68m;talvez o mais famoso cavalo de corridas da história. Após a morte do Duke, em Outubro de 1765, seu Stud foi dispersado em um leilão realizado por Richard Tattersall, ECLIPSE, foi comprado por William Wildman por 75 guineus; em 1769 Dennis O'Kelly comprou sua metade por 650 guineus e mais tarde comprou o restante por 1.100 guineus. ECLIPSE começou a correr em 1769, ganhou 11 King's Plates, provas que se corriam em etapas de 6.400m; e os jóqueis iam com 76kg; ECLIPSE só começou a correr com 5 anos, e foi invencível, ganhando as 26 corridas que disputou, sem nunca ser chicoteado ou incitado durante as disputas.

Uma das mais celebres frases dos anais das pistas de corridas britânicas: "Primeiro ECLIPSE, depois nenhum outro", foi criada pelo seu proprietário, um Irlandês de fama duvidosa, chamado Dennis O'kelly, quando lhe pediram previsões sobre o resultado de sua primeira carreira. Naqueles dias, um cavalo derrotado por uma distância de 220m não se classificava oficialmente e quando ECLIPSE ultrapassou seus rivais no primeiro quarto de distância, o temerário pronunciamento de O'kelly revelou-se acertado.

ECLIPSE, possuía na anca, uma mancha escura que transmitia a seus descendentes, e cogita-se que hoje em dia, cavalos alazões com manchas escuras na pelagem, sejam da linhagem de ECLIPSE.
Eclipse

Estes primeiros animais Puro Sangue Inglês, participaram em competições de corridas, principalmente ao redor de 4 milhas e possuíam a influência da Stamina do sangue árabe em seus cruzamentos. As corridas de cavalos, tornaram-se a atividade favorita do rei da Inglaterra, King Charles II, motivo pelo qual até hoje se atribui a este esporte, como "o esporte dos reis".

No último trimestre do século 18, a natureza das corridas mudaram, com a implantação do St. Leger, Oaks e Derby, em menores distâncias; dando-se maior ênfase, para se correr aos 2 e 3 anos de idade.

Era a habilidade de ECLIPSE, para gerar uma progênie adaptada ao ênfase desta nova fase, o que o fez um excelente reprodutor, ao ingressar na reprodução em 1771, no Stud Clay Hill, perto de Epsom, onde ficou até 1788, quando foi transportado por uma carroça puxada por parelhas até as dependências do O'Kelly's Cannons Park Stud em Stanmore; sua cobertura foi vendida a 50 guineus no primeiro ano, e mais tarde variou entre 25 e 30 guineus., ECLIPSE consagrou-se através de 334 filhos, três dos quais ganharam a prova máxima do turfe britânico, o Derby. Descendente de DARLEY ARABIAN, sua linhagem continuou através de POT-8-O'S e KING FERGUS, destacados exemplares, dos quais o primeiro deu origem aos ramos de HAMPTON, SWINFORD, BEND'OR, ORMONDE, PHALARIS e ROCK SAND; enquanto KING FERGUS destacou-se com o ramo SAINT SIMON.

ECLIPSE, nunca foi campeão das estatísticas na época, todavia a secundou onze vezes entre 1778 e 1788; ECLIPSE morreu em 1789 acometido de cólica no Cannons Stud.


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Foi no tempo de Carlos II, que houve um grande impulso na Inglaterra, país onde se vem praticando corridas de um ou outro tipo, desde a ocupação romana. Os romanos herdaram a paixão dos gregos, já que nos jogos olímpicos de 642 AC. Se incluíram corridas de cavalos (quadrigas).

Vale mencionar aqui, que as olimpíadas da antigüidade terminaram no ano de 369 DC. Por força das autoridades cristãs, que ajudaram o imperador Trajano II a se manter no poder e exigiram em seu reinado a extinção de festas pagãs.(as olimpíadas da antigüidade eram sobretudo, festas e por isto consideradas então como pagãs). Sobre as corridas celebradas na Grã Bretanha antes do século XVI existem poucos dados. Eram simples passatempo de cavaleiros, em que um nobre
                                                                                                                      POT - 805
enfrentava com seu cavalo, um outro, era a forma em que punham à prova seu domínio da lança e da espada nas contendas. Antes do reinado dos últimos TUDOR e os primeiros STUART se estabeleceram criatórios reais em Hamptom Court, Tutbury e outras localidades, que se dispersaram quando Oliver Cromwell tomou o poder , depois da primeira revolução inglesa.

Com a restauração, chegou o rei Carlos II, um homem apaixonado, entre outras coisas, pelas corridas de cavalos; promoveu o esporte ao redor da pequena vila de Newmarket, Suffolk, onde seu avô Jaime I havia construído um albergue de caça e onde seu pai, Carlos I havia concedido a primeira taça em 1634.

Carlos II foi tão entusiasta competidor, como organizador e se serviu de sua autoridade real para organizar carreiras, estabelecer regras e arbitrar disputas. Até então, a maioria das corridas haviam sido provas para dirimir contendas entre os nobres. O rei incentivou a adição de prêmios especiais, taças ou dinheiro, que deviam ser disputados em terrenos mais extensos e os terrenos planos que rodeiam Newmarket, mostraram-se perfeitos para as provas de 6,4km ao galope, a que submetiam os cavalos. Isso feito, não era só questão de distâncias; a maioria dos prêmios se decidia ao término de 3 ou 4 enfrentamentos, separados por cerca de meia hora.

Até aquele momento, os cavalos que participavam das corridas, eram quase sempre de raças nativas, e o mais provável, é que se diferenciassem pouco das montarias que transportavam seus proprietários todos os dias. No norte do país, se criavam pôneis muito rápidos chamados "Galloways"; a Irlanda contava com seus "hobbys". A partir do reinado de Elizabeth I, começaram a importar mais e mais cavalos, no principio da Espanha e Itália, que iam para os criatórios reais ou de pessoas abastadas. Entre estas últimas, destaca-se um dos melhores conhecedores e cavaleiros da história, Willkiam Cavendish, Duque de Newcastle, que tinha predileção pelas raças espanholas.

Aqueles exemplares importados, junto com os que chegaram mais tarde do norte da África e do leste do Mediterrâneo, os chamados Berberes, Turcos e Árabes, obtiveram pouco êxito nas corridas, mas seu sangue, mesclado com as estirpes nativas, ia influir poderosamente na história do cavalo.
Phalaris

Ainda no reinado de Carlos II, entre 1660 e 1685, foram adquiridas égua reais (Royal Mares), procedentes da Barbária, para serem padreadas por estes garanhões árabes, e seus produtos revelaram-se excelentes corredores e dispersaram-se por todo o reino unido; proporcionando assim ao estabelecimento do Puro Sangue como raça.

Na formação do Cavalo Puro Sangue Inglês, entraram 3 tipos de cavalos orientais; o cavalo Puro Sangue Árabe ou Turco, classificado por Pietrement como "Equus caballus aryanus" ou orientalis; a sub-raça Nedjed, do deserto da Arábia e o Barb,
                                                                                                                                             Phalaris
Byerlytambém conhecido como Bérbere, Mongólico e Mongol, originário da Ásia central.O Barbo, em época remota foi levado para a África, talvez antes da entrada do cavalo árabe nesta região, Pietrement, dá-lhe o nome de "Equus caballus africanus".

O primeiro a chegar, foi o turco, BYERLEY , nascido em 1680, e deve seu nome a seu proprietário, um tal coronel Byerley, que o havia arrebatado aos turcos durante a batalha de Buda(Hungria). Ao longo de vários anos se serviu daquele animal como seu cavalo de guerra, e mais tarde, quando se retirou da vida militar em 1690, o destinou à reprodução.


Os potros nascidos diretamente de BYERLEY, alcançaram pouco renome, mas seu bisneto, seria o cavalo de corridas KING HEROD, ou simplesmente HEROD, de imenso valor, nascido em 1758, criado pelo Duque de Cumberland, 3º filho do rei King George II, o qual foi importante criador de cavalos em Newmarket e Hanover.

                                                                                                                                 Byerly
Por sua parte, HEROD, embora não tivesse se destacado como um grande corredor; projetou-se como um dos principais progenitores do Puro Sangue, engendrou outros ganhadores de 1042 corridas, avaliados coletivamente em mais de 200.000 libras esterlinas. Um de seus filhos, HIGHFLYER teve o mesmo êxito como progenitor, pois dele saíram os ganhadores de 1108 corridas, que avaliados em 170.000 libras esterlinas, fizeram a fortuna de seu proprietário, Richard Tattersall. Esse homem, foi o fundador da famosa firma britânica de leiloeiros de exemplares da raça, cujas vendas em Newmarket, não cessaram de atrair compradores do mundo inteiro. Outros descendentes de HEROD foram: DIOMED-(ganhador do 1º Kentucky Derby em 1780 )e ainda: SIR ARCHIE, THE FLYING DUTCHMAN e EPINARD, entre outros.

DARLEY
ARABIAN, nasceu em Aleppo (Siria) em 1.700 e foi importado no reinado de Ana(1702-1714), tendo sido adquirido por um irmão de John Brewter Darley, criador em Aldby Park, perto de York. Em uma caçada que participou o irmão de John Brewter Darley viu um magnífico cavalo cujo proprietário o havia adquirido em Palmira, e sustentava ser da mais pura origem oriental, da raça Kochlani. Formalizada a compra por certa quantia em dinheiro e mais um fuzil de guerra; DARLEY ARABIAN, que era então denominado de MANNICKA foi enviado para a Inglaterra em 1705, onde serviu éguas de pouco valor.
Darley Arabian    Darley Arabian
Darley Arabian
Darley Arabian

O árabe DARLEY, foi descrito por Thomas Darley, Cônsul britânico em Alepo, como um cavalo de "esquisita beleza", de pelagem castanha e com a altura de 1,52m. Marcou firma com sua primeira geração de descendentes, pois gerou em 1715 a FLYING CHILDERS, o primeiro grande cavalo de corridas na plena acepção do termo ,invicto em suas atuações, e através do irmão deste último, BARTLETT'S CHILDERS (incapacitado para as corridas por uma enfermidade nos vasos sangüíneos) se converteu no tataravô de ECLIPSE, possivelmente o cavalo de corrida mais famoso de todos os tempos.

Como reprodutor, ECLIPSE gerou 344 ganhadores e dele resultaram linhagens de capital importância no desenvolvimento da criação PSI. Um de seus mais celebrados descendentes, foi ST. SIMON, o ganhador da taça de ouro de 1844 em Ascot; nenhum outro conseguia aproximar-se dele nas pistas e sua prole ganhou 571 corridas só na Gran Bretanha, onde liderou a lista de reprodutores líderes de maneira nunca igualada. Dele descende um dos maiores cavalos modernos, o campeão italiano RIBOT, também invencível em grandes distâncias e duas vezes o ganhador do Prix de L'Arc de Triomphe.
A origem do terceiro garanhão fundador do cavalo Puro Sangue Inglês, o árabe/berbere, GODOLPHIN BARB é ainda mais obscura que a dos outros dois anteriores e há três versões sobre a sua origem: uma delas de especial interesse, do novelista francês, Eugênio Sue, grande conhecedor em sua época de tudo relacionado ao cavalo de corrida. GODOLPHIN BARB, cujo nome de origem foi SHAMI, nascido por volta de 1724, integrava um lote de oito cavalos que o Bey de Tunis, obsequiou a Luís XIV da França em 1731. O interesse inicial de Luís XIV e sua corte por tais cavalos caiu ante as suas formas angulosas, descarnadas acentuadas por uma longa e penosa viagem, e um aspecto geral que não correspondia ao tipo de animal em voga.

Godolphin Barb Finalmente os oito cavalos foram vendidos ou obsequiados, e entre eles SHAMI. Quando estava já com 5 anos, foi levado da França para a Inglaterra, onde segundo se afirma, seu importador Edward Coke, o descobriu puxando uma carroça de areia e água pelas ruas de Paris. Vendido mais tarde por Coke a Lord Godolphin, dono do famoso Haras Gog-Magog em Cambridgeshire.

Outra história da sua origem, seria de que o Barbo, teria sido roubado por alguém e levado para a Inglaterra e alojado em uma mesma área de Lord Godolphin; o reprodutor chefe do Haras, Hogoblin recusou-se à monta na égua Roxana, que havia sido recentemente adquirida pelo Haras, e para não perder a oportunidade, foi então destinada a SHAMI. Deste serviço nasceu LATH (1733) um dos melhores cavalos de seu tempo. SHAMI, honrado posteriormente com o nome de seu proprietário desalojou Hogoblin e passou a cumprir as funções de pastor chefe do Haras.
Godolphin Barb
Godolphin Barb
A terceira e última seria de que ao ser comprado por Mr. Coke, o qual o deu a Roger Williams, dono da Cafeteria St. James; Coke o teria comprado por 3 libras de um carroceiro em Paris. Williams o presenteou então a Lord Godolphin, e passou a servir no seu Haras vindo a morrer neste estabelecimento em 1753.
Diomed
Diomed
Diomed

Inúmeros escritores , poetas e pintores, dentre eles Delacroix, o descreveram como de pelagem castanha, altura de aproximadamente 1,50m, de conformação alongada e poderosa musculatura e cuja origem berbere é indiscutível, apesar de que no General Stud Book britânico figura como GOLDOLPHIN ARABIAN, nome considerado por muitos, como improcedente. GODOLPHIN BARB, produziu notáveis cavalos, entre eles o já mencionado LATH e o famoso CADE (1734) pai de MATCHEM, que como ECLIPSE e HEROD, havia de fundar uma destacada estirpe do PSI.


Matchem
Matchem
Matchem

A influência de GODOLPHIN BARB, é ainda mais marcante na história do PSI, ao verificarmos de que gerou o cavalo REGULUS (1739) o qual produziu a SPILETTA (1749) esta a mãe do famoso e invencível ECLIPSE.

Um de seus ramos prospera atualmente nos EUA, graças aos fabulosos êxitos de MAN O'WAR, conhecido afetuosamente com o BIG RED e que foi para os apaixonados americanos de 1920, o que SECRETARIAT seria 50 anos mais tarde.

O rei Carlos II, ganhou, quando muito, uma corrida em Newmarket, onde seu cavalo predileto OLD ROWLEY, deu seu nome à mais famosa pista de 1.600m, The Rowley Mile. Naquela época não era raro que os proprietários aristocráticos montassem seus próprios cavalos, mas com a evolução dos esporte, sobreveio a era do jóquei profissional, seguida pela do treinador especializado. As pistas começaram a proliferar em todo o país no princípio do século XVIII, mas em sua maioria, eram de baixa qualidade; exceto Newmarket, onde o rei Carlos II estabeleceu e controlou as normas e regulamentações gerais.

Carlos II contou com a ajuda de um fazendeiro de Dorset, chamado Tregonwell Frampton, espécie de administrador e treinador das corridas reais, que à morte de seu senhor, conservou sua influência sobre quatro soberanos sucessivos. Um deles foi a rainha Ann, responsável pela construção da pista de Ascot em Berkshire, hoje sede do que seguramente é a competição mais notável do mundo, os quatro dias de Royal Ascot, que se celebram todos os anos em junho.

O vazio que deixou Frampton, em sua morte, ficou sem ser preenchido, durante 20 anos, porém em 1750 ocorreu em decorrência da união de um grupo de aficcionados, a fundação do JOCKEY CLUB, com a finalidade de controlar e regularizar as corridas ,sua influência estendeu-se paulatinamente, até que todos os hipódromos do país, caíram sob sua égide, seu poder era absoluto, e em seu exemplo espelhavam-se organismos de inúmeros países pelos quais se difundia o Puro Sangue Inglês.

Um dos primeiros diretores e fundadores do Jockey Club na Inglaterra foi, Sir Charles Bunbury, o qual era enérgico e sem temor, para tanto, conta-se, que em 1791, com o Jockey Club em seu poder, ousou punir o príncipe de Gales, futuro rei George IV, depois de uma investigação sobre as suspeitas condições em que corria um cavalo de sua propriedade, de nome Escape. Foi em sua época que surgiu o handicap do turfe, a distribuição de pesos dos jóqueis, de maneira a igualar nestas condições, animais de categorias diferentes. A primeira carreira importante de handicap foi o Outlands Stakes em Ascot, corrido em 1791, onde o peso dos jóqueis variavam entre 37 e 57 kg.
Hyperion
Hyperion
O Derby de Epsom foi instituído anos após, no auge do movimento contra as corridas de 6.400m e passavam a ser instituídas competições com cavalos mais jovens, pois até meados de 1750, poucos cavalos corriam antes dos 5 anos de idade.E ao se instituir estas provas, para produtos de 3 anos, como competições supremas para se avaliar a categoria de um cavalo, de onde surgiria a tríplice coroa; buscou-se um nome para esta prova, que viria a ser o Derby. A disputa pelo nome que seria proposto para a mesma, foi efetuada na sorte da disputa na moeda, entre Sir Lord Derby e Bunbury; cabendo então esta deferência ao ganhador Sir Lord Derby.
Blenheim
Blenhein
Bunbury perdeu na moeda, mas ganhou o primeiro Derby de Epsom, que foi vencido por DIOMED, de sua propriedade. Lord Derby, só conseguiria ganhar a prova que levava seu nome 7 anos depois, com o cavalo SIR PETER TEAZLE, o qual todavia era filho de HIGHFLYER, de criação de Bunbury. O sucessor de Charles Bunbury no Jockey Club foi Lord George Bentinck, promovendo inúmeras inovações na entidade, como a numeração dos cavalos a introdução do programa e relativamente eficaz sinal de programa por meio do hasteamento de uma bandeira no local. Revelou a fraude de Running Rein, que quando o potro de mesmo nome, que havia ganho o Derby de 1834, era na verdade um animal de 4 anos chamado Macabeus.

Lord George, marcou um precedente na historia das carreiras, quando o cavalo Elis, foi transportado em "caminhão" até Doncaster, para ganhar o St. Leger de 1836. Nesta época, os coches para transportes de cavalos eram praticamente desconhecidos e os animais andavam por si mesmos até a pista. Quando se soube que Elis permanecia em seu estábulo no sul da Inglaterra poucos dias antes do evento de St. Leger, os corretores de apostas fizeram seus cálculos, dando por certa a ausência do cavalo. Elis foi instalado em um vagão especialmente construído, puxado por parelhas e chegou a tempo de fazer ganhar substanciosos dividendos aos seus apostadores e proprietário.

O terceiro e último dos ditadores foi o almirante Rous, alguém o definiu como o "Primeiro Grande handicapper", toda a vez que dedicava muito tempo ao cálculo dos pesos proporcionais, o paradoxo é que não aprovava os handicaps, pois considerava que "favoreciam os cavalos ruins".

Enquanto isto, as exportações Britânicas de garanhões e éguas, estavam formando a base das populações de Puro Sangue Inglês do além mar. DIOMED, vencedor da corrida inaugural em 1870, foi exportado para a América com a idade de 21 anos, e foi instrumento da estrutura da raça lá. A França, Alemanha e Itália estavam entre outros importadores atuantes de alta classe ao longo do século 19 até o presente.Entre os grandes garanhões do século 19, incluíam-se WHALEBONE, "Derby winner" nascido em 1807, antepassado de HYPERION (1930) e também POLYMELUS (1902) de quem as linhas masculinas dominantes de NEARCO e NATIVE DANCER surgiram. Entre os muitos outros garanhões antepassados, com influência profunda, a longo prazo, estavam ainda: FLYING DUTCHMAN (1846) antepassado do grande reprodutor Francês TOURBILLON (1928) e seu rival famoso, VOLTIGEUR (1847) o grande avô paterno de ST. SIMON (1881).
Native Dancer
Native Dancer
Considerado o candidato principal para o melhor corredor do século XIX, ST. SIMON também era um reprodutor fenomenal, dominando as listas de reprodutores; uma ilustração da influência de ST. SIMON, é que ele aparece 2 vezes no pedigree do ganhador do Derby de 1933, HYPERION e 4 vezes no pedigree do grande potro NEARCO, o qual sediado na Inglaterra foi um dos dois garanhões do século mais prepotentes.
St. Simon
ST Simon
St. Simon

Alguns cavalos atuais nas Ilhas Britânicas e a maioria em outros países estão livres dos genes de NEARCO. Seu filho NASRULLAH, foi um grande avô paterno de grandes reprodutores como: BLUSHING GROOM; MILL REEF e RIVERMAN. Até mesmo bem influente era o filho de NEARCO, NEARCTIC, que produziu NORTHERN DANCER, ganhador do Kentucky Derby e Preakness Stakes de 1964. As façanhas de seu filho NIJINSKY, ganhador da tríplice coroa de 1970, incitaram a importação de uma avalanche da progênie de NORTHERN DANCER, com resultados espetaculares.
Native Dancer
Native Dancer
Northern Dancer

O animal PURO SANGUE INGLÊS completamente Britânico está certamente quase extinto, mas a influência britânica em animais PURO SANGUE INGLÊS, foi enorme e é por este motivo que criadores do mundo inteiro continuam a voltar a Inglaterra para adquirir cavalos PURO SANGUE INGLÊS, oriundos da criação da Inglaterra, considerada o berço desta raça . A Introdução do General Stud Book Inglês publicado em 1791, pelo seu criador James Weatherby, confere a segurança de origem ,genealogia e identificação de cada produto.
Djebel
Djebel
HEROD, ECLIPSE e MATCHEM, três pilares da descendência do cavalo Puro Sangue Inglês, não eram Tordilhos; e o aparecimento desta pelagem no Puro Sangue Inglês, seria um mistério, não fosse a participação de ALCOOCK'S ARABIAN - nascido em 1704, importado via Constantinopla por Sir Robert Sutton e entregue ao 2º Duque de Ancaster em 1722; que era tordilho, foi "Champion Sire" de 1721 a 1728; e cruzou com uma das éguas reais e gerou a CRAB em 1722, que também era tordilho e produziu éguas tordilhas, as quais acasalando-se com a descendência de ECLIPSE, HEROD e MATCHEM, disseminaram a pelagem tordilha no Cavalo Puro Sangue Inglês.
Crab

Crab

FRANÇA - Como em outros países, a França se incorporou tardiamente ao cenário hípico, desenvolvendo-se somente 20 anos após a fundação do Jockey Club Inglês; prejudicada pela escassa organização deteriorada com o holocausto da revolução e conseqüentes fluxos e refluxos das guerras napoleônicas. Coube ao inglês Lord Henry Seymour, tomar a causa do renascimento das carreiras francesas no início do século XIX; e com o auxílio do Duque de Orleans, fundou em 1833 o Jockey Club Francês, e ao perceberem que seus associados tinham mais interesses nas atividades sociais que nas corridas, criou a Societé d'encouragement pour l'ameriolation des races de chevaux em France. E assim surgiram o hipódromo de Chatilly, Longchamp e as primeiras corridas clássicas; Prix du Jockey Club, Poule d'essai des Poulains e des Pouliches,Prix Diana, Prix Royal Oak e o Prix de L'Arc de Triomphe. A criação francesa, passou a desenvolver-se, no pós guerra com o destaque de Marcel Boussac, criador desde 1920, proprietários dos garanhões, PHARIS e DJEBEL entre outros.

ITALIA - A Itália também teve o inicio de sua criação tardio, Milão, hoje o principal centro, celebra encontros regulares desde 1840, e em Roma, as corridas não se iniciaram até 1868.A influência internacional da criação italiana é representada pelo genial criador Frederico Tesio, fundador do criatório, Dormello Olgiata em 1898, tendo produzido 20 ganhadores do Derby Italiano e uma dezena de cavalos de talhe internacional e dois campeões mundiais, NEARCO e RIBOT, ambos invencíveis ao longo de sua carreira.

Juntamente com outro campeão de Tesio, chamado DONATELLO; NEARCO chegou a ser semental de primeira linha na Inglaterra e seu filho NASRULLAH bem como seu neto BOLD RULER foram reis supremos nos Estados Unidos.
Donatello
Donatello
AMÉRICA - Ao longo daqueles anos, as carreiras haviam evoluído em outros países. Na América do Norte, desprovida de eqüinos, até a chegada dos colonos europeus, o esporte data dos primeiros tempos coloniais.

Sem dúvida, não pode alcançar grande destaque, posto que a primeira necessidade era importar cavalos aptos para os trabalhos agrícolas. As corridas de "Quarter" praticadas em toscas pistas de ¼ de milha, abertas em plena mata, desfrutaram de breve popularidade. Após a independência, quando muitos cavalos foram importados da Grã Bretanha, inclui-se nesta importação o nome de BULLE ROCK (Darley Arabian) considerado o primeiro PSI importado da Grã Bretanha em 1730, com 21 anos de idade por Samuel Gist. Por volta de 1750, houve a importação de 338 cavalos Puro Sangue Inglês, destes 63 importados antes da revolução; destacando-se os nomes de MONKEY, JANUS e FEARNOUGHT.

MONKEY, importado em 1743 aos 22 anos, deixou 300 produtos na Virginia; JANUS importado com 10 anos de idade, por Mordecai Booth em 1756 teve uma profunda influência na formação da raça Quarto de Milha; FEARNOUGHT importado em 1764 por John Baylov com 9 anos de idade e tornou-se um dos mais importantes reprodutores da América, até a importação de DIOMED após a revolução. DIOMED, aos 21 anos de idade após ter fracassado como semental na Inglaterra, foi adquirido pelo Coronel John Hoomes, de Bowling Green - Virginia, em 1798; passou a produzir descendência de magnífica qualidade na América do Norte, e viveu até a idade de 31 anos. DIOMED, nasceu em 1777 e gerou alguns dos mais famosos cavalos da história do turfe americano como : HAYNIEL'S MARIE, BALL'S FLORIZEL (invicta), POTOMAC, DUROC e o maior de todos SIR ARCHIE, o qual foi de singular influência na história do PSI na América; gerando as linhagens de TIMOLEAN, BOSTON e LEXINGTON.
Sir Archie
Sir Archie
Sir Archie
SIR ARCHIE possuía o nome inicial de ROBERT BURNS, porém John Tayloe o mudou para SIR ARCHIE em honra a seu amigo que demonstrou certo interesse pelo potro, o capitão Archibald Randolph; seu criador, William Ranson Ranson Johnson conhecido como Napoleão do Turfe , o descreveu como o melhor cavalo que conheceu; SIR ARCHIE ficou 23 anos no Stud, de 1810 a 1833. Outro exemplar de enorme influência chegado em 1764 foi MEDLEY, sendo necessário ainda destacar os nomes de, LEVIATHAN, GLENCOE e LEXINGTON (linhagem de SIR ARCHIE),campeão em 16 ocasiões, que havia sido relegado a segundo plano pelo General Stud Book da Grã Bretanha, com recusa inclusive de sua descendência neste registro.

Outros cavalos de grande influência na criação norte americana, foram: COLIN, verdadeira raridade em corrida, foi invicto em 15 atuações, de 1907 a 1908, vencendo inclusive o Belmont Stakes; EXTERMINATOR, com o apelido de "Old Bones" venceu 50 das 100 corridas que participou em 8 temporadas, denotando notável resistência, justificando seu apelido; EQUIPOISE- apelidado de "Soldado de Chocolate" pela sua rica e extraordinária pelagem, e com até a idade de 7 anos venceu nos anos trinta, 29 corridas das 51 apresentações que efetuou.
Manowar
Manowar
Merecem ainda especial referência os nomes de: MAN O'WAR, sua última corrida foi em 1920, e venceu 20 das 21 apresentações que teve; posteriormente, tornou-se atração turística como garanhão, tendo sido recentemente eleito o "Cavalo do Século" pelos norte americanos; COUNT FLEET, ''tríplice coroado'' de 1943, venceu o Belmont Stakes por 25 corpos, na corrida final de sua campanha; NATIVE DANCER, conhecido como o ''Fantasma cinza'' (Gray Ghost) tornou-se um ídolo público, venceu 21 corridas em 22 atuações, perdendo apenas o Kentucky Derby de 1953 para DARK STAR e sua atua&cce