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MESAGEM A CAVALO -Semana de 03 a 08 de Dezembro de 2007 |
Engana-se quem pensa...
Aluisio Marins, MV
Ao contrário do que muitos pensam, o Horsemanship não é algo novo ou moderno, muito menos especificamente “importado”... Luiz Jácome de Abreu e Souza, o “domador fidalgo”, carioca, era conhecido como um estudioso em “questões cavalinas”, nos idos de 1860, 1870. Vejam o que encontrei no livro “Vida e morte do tropeiro” escrito pelo – Aluisio de Almeida – Vila Rica Editoras Reunidas – 1993. Ser repararmos, o que este especialista em cavalos fazia nada mais é do que um bom Horsemanship. S
“..Que os brasileiros aprendessem a domar os cavalos, mulas e éguas. Isso não só facilitava o cruzamento, como não estragava os pobres animais pegados a laço e amansados com pancada na cabeça..”
“...O essencial era a brandura. Em vez de quebrar o pescoço do animal chucro, Jácome dobrava-o com paciência, em oito dias...”.
“...Quando já enfreiado, o cavalo chucro era passado ao lado de outro manso. Cavalgando este, de repente, entre as palmas dos espectadores, Jácome passava-lhe uma perna por cima. Antes de cavalgá-lo definitivamente, acostumava-o com sua presença, junto, pegava-lhe as patas, etc...”
“...Por todo o ano de 1873, Luiz Jácome correu Curitiba e algumas cidades paranaenses na estrada do Sul. Trazia consigo 2 cavalos de estimação que o ajudavam também a ganhar a vida...”
“...Em Fevereiro de 1874, anuncia-se a chegada do “ilustre hipólogo” que vinha a Sorocaba não só tratar da questão cavalina, e melhoria da cavalaria nacional, mas também ensinar como se doma a mula pelos meios brandos...”
Como pode-se ver, Horsemanship está longe de ser uma técnica, mas sim uma maneira, um conceito de trabalho que prioriza o bem estar e as melhores formas de se chegar a u mresul
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MESAGEM A CAVALO -Semana de 04 a 10 de Novembro de 2007 |
Para pensarmos no futuro
Aluisio Marins, MV
Sempre que paramos para pensar sobre nossa escola, nosso futuro profissional, devemos nos atentar para o fato de as tecnologias e a velocidade da informação estarem cada vez mais rápidas. O mercado vem nos mostrando mudanças imensas que fazem com que devamos pensar a forma de agir e de nos comportarmos empresarialmente falando. Assim, selecionamos algumas perguntas que sugerimos serem feitas e estudadas por você e sua equipe de trabalho:
- Quem serão os clientes de seu centro eqüestre daqui há 20 anos?
- Como estará se comportando o mercado com relação ao conhecimento sobre cavalos?
- Quem serão seus concorrentes no futuro? Somente centros eqüestres? Tecnologias? Novas metodologias?
- Como será o mundo em relação à utilização de animais daqui há 20 anos?
- Como será o mundo com relação à comida, água, verde daqui há 20 anos?
- O que nossos clientes estarão desejando daqui há 20 anos?
- Como o cavalo estará sendo utilizado daqui há 20 anos?
- O que estará acontecendo com os recordes, tempos, etc, daqui há 20 anos?
- O que o mundo pensará sobre a utilização de cavalos daqui há 20 anos nos esportes eqüestres?
- Como estarão as situações de doping, chips, clones?
- Quais serão as tecnologias a serviço do esporte?
- Como estará se comportando toda a indústria de medicamentos, alimentos, e equipamentos com relação aos cavalos, clientes do cavalo, ao mercado?
- O que você quer para o seu negócio nos para os próximos 20 anos?
- Como você quer estar utilizando seus cavalos nos próximos 20 anos?
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MESAGEM A CAVALO -Semana de 21 a 27 de Outubro de 2007 |
3 coisas
Aluisio Marins, MV
Os cavalos de hoje em dia são muito diferentes dos cavalos de muito tempo atrás. Se pensarmos que há mais ou menos 6 milhões de anos tínhamos cavalos selvagens vivendo em liberdade, comendo capim e caminhando muito, vemos que houve uma interferência muito grande nesta espécie por parte do Homem. Há mais ou menos 6 mil anos os cavalos começaram a ser utilizados, domesticados para as mais diversas funções e finalidades. Ao longo deste período, esta utilização não só aumentou em variedade como também em intensidade. Aumentamos as coisas que fazemos com nossos cavalos e ao mesmo tempo exigimos cada vez mais deles. Com o passar do tempo, podemos, então, chegar a uma conclusão: as 3 coisas que mais influenciaram na vida dos cavalos são alimentação concentrada, isolamento e confinamento. A alimentação concentrada veio diretamente relacionada ao aumento da utilização e intensidade de uso, sendo necessária para complementar as necessidades nutricionais pela demanda de trabalho. Mas, isto não significa que a ração do seu cavalo é a única ou mais importante fonte de alimentação. O capim ainda o é. O confinamento veio também pela necessidade de estar com o cavalo perto, fácil de ser manejado e em algumas vezes a estética se faz necessária, principalmente nos cavalos de exposição. Mas, isto não significa que a cocheira garante beleza ou qualidade. Cocheira mais piquete, em equilíbrio, garantem a qualidade de vida do seu cavalo. O isolamento, conseqüência do confinamento, é algo que também acontece, muitas vezes de forma errada. Pelo confinamento temos o isolamento, que deixa o cavalo sempre preocupado e tenso, pois instintivamente necessita de grupo.
Assim, quando temos estas 3 coisas sendo trabalhadas de forma errada, chegamos em uma situação muito comum, encontrada com facilidade em muitos locais:
- Stress físico e mental – vícios, sem estrutura, potros fracos problemáticos
- Colicas (principal causa mortis) – dado estatístico real, mundial
- Problemas musculoesqueléticos – cavalos sem estrutura e obesos, sem condições de trabalho, com chances reais de não agüentarem o trabalho
- Doenças respiratórias – com o confinamento, o mau manejo das baias, aumenta o índice destas enfermidades
- Baixa performance (baixa motivação) – falta de vontade de trabalhar pela vida chata e monótona que levam
- Redução do tempo de vida – como conseqüência deste modo geral de vida, vemos que os cavalos de modo geral estão cada vez mais “durando menos” na performance e utilização geral.
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MESAGEM A CAVALO -Semana de 14 a 20 de Outubro de 2007 |
Suplementos Musculares
Aluisio Marins, MV
Uma das dúvidas mais freqüentes recebidas na Universidade do Cavalo é “qual o suplemento muscular com maior eficiência, mais barato e que age em menor tempo?”. Algumas considerações sobre o tema, especialmente a você que pensa em oferecer este tipo de suplemento a seu cavalo:
- Suplementação muscular, assim como qualquer suplementação, deve ser administrada somente com a indicação de um veterinário competente, e que entenda de cavalos de esporte, cavalos de performance como um todo;
- Qualquer suplementação muscular somente vai funcionar aliada ao trabalho. Achar que simplesmente oferecendo o suplemento seu cavalo vai criar músculos é um engano grande;
- Qualquer suplementação muscular não tem a finalidade única de fazer seu cavalo crescer de tamanho. Tem, sim, a finalidade de proporcionar melhores condições de se criarem músculos através de um trabalho direcionado para tal finalidade;
- Nenhum suplemento muscular vai agir rapidamente em seu cavalo. Rapidez, eficiência e preço não combinam juntos para este tipo de suplemento, ou qualquer outro fator envolvendo cavalos.
- Verifique a idoneidade da empresa ou laboratório escolhido por você. Converse com veterinários, profissionais do cavalo, amigos que utilizaram o produto que você quer utilizar.
- Não existe “pulo do gato” ou fórmula mágica para muscular seu cavalo. Conheço cavalos que nunca tomaram qualquer suplemento, mas trabalho corretamente, que criam músculos naturalmente, sem a adição de suplementação. Trabalhar seu cavalo é fundamental.
- Todo excesso de suplemento vai se tornar desperdício de dinheiro, além de poder até causar danos a seu cavalo. Por isso, uma administração ordenada e orientada deve sempre ser feita.
Cuide da saúde de seu cavalo priorizando sempre o bem estar e as necessidades reais de suplementos ou medicações. Não é somente administrando que se vão resolver problemas ou aumentar potencia ou performance!
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MESAGEM A CAVALO -Semana de 07 a 13 de Outubro de 2007 |
È o amor...
Aluisio Marins, MV
“Eu amo o meu cavalo”. Frase dita por mais da metade das pessoas que possuem um ou mais cavalos, independentemente de esporte, utilização ou qualquer outro motivo ou fator. Mas, o que realmente seu cavalo quer, em termos de amor, ou, será que seu cavalo se sente mais ou menos amado pelas coisas que os Seres Humanos apresentam a estes animais? Certo dia estava em uma hípica aguardando um amigo, e acabei por ouvir uma conversa de duas proprietárias de cavalos. O tema era o amor pelos cavalos. Dizia uma à outra que amava tanto seu cavalo que comprou 4 capas diferentes para ele, uma para cada ocasião ou temperatura. Uma para muito frio, uma para pouco frio, uma para frio moderado e a quarta para algum tipo de frio que nunca eu vi no Brasil – chama-se “storm cold”. A amiga, também uma apaixonada pelos cavalos, dizia que comprou alguns brinquedos para seu cavalo, e que o cavalo adorava jogar os brinquedos para fora da cocheira, chamando o tratador para brincar... A conversa seguiu e entrou para o lado veterinário, quando uma delas comentou que achava que seu cavalo estava magro, e pediu à veterinária que aumentasse a ração para mais kilos por dia, indo de 7 para 8 kilos diários... (8 kilos!!!). O tema central da conversa era o amor, e por isso cremes e shampoos não poderiam ficar fora. Shampoo para pele clara, condicionador para cabelos oleosos, cremes para sol (todos para uso humano), e tantos outros produtos que me fizeram pensar sobre a vida destes cavalos. A pergunta que devemos fazer: será este amor benéfico ou não para os cavalos? Ou, será que esta é a forma correta de se amar um cavalo? Ou ainda, será que um cavalo necessita de tudo isso essencialmente, ou temos aí um pouco de falta de conhecimento sobre “como são os cavalos naturalmente falando”? É fato que o amor que sentimos pelos cavalos nos fazem pensar neles como “pessoas” e isto pode transferir coisas de gente para a vida dos cavalos. Mas, o fato é que encontramos diariamente cavalos que literalmente ficam insatisfeitos com as coisas e artifícios que os Humanos colocam para eles. Cavalos que odeiam os brinquedos, cavalos que passam calor com capas, cavalos que acumulam energia demais por um excesso absurdo de comida. Tudo pelo amor incondicional que sentimos por eles. É o amor..., o seu amor, mas longe de ser o amor do seu cavalo, que honestamente falando, queria mesmo um bom piquete, uma boa companhia, um local para correr e brincar com os amigos. É o amor...
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MESAGEM A CAVALO -Semana 30 de Setembro a 06 de Outubro de 2007 |
Conhecer ou não.
Aluisio Marins, MV
Dou consultoria e treino cavalos de diversos haras e centros eqüestres. Meu trabalho se resume em domar os potros dos haras, treinar alguns cavalos para algumas modalidades e principalmente dar aulas a proprietários destes cavalos ou centros eqüestres. Recentemente estava em uma destas propriedades aguardando o proprietário de um dos cavalos para uma aula. Na mesma semana havia eu mudado a embocadura deste cavalo, já visando o trabalho futuro do mesmo, melhorando a montada de seu dono, e analisando diversos aspectos que poderiam melhorar o todo. Chegou o proprietário para montar, e, solicitou que a embocadura fosse mudada por uma que ele havia comprado. Mostrou-me uma embocadura, “ordenando” que eu a colocasse no cavalo. A mesma embocadura já havia sido tentada sem sucesso por mim, incomodando o cavalo e não tendo o resultado que esperávamos. Tentei um argumento técnico, que foi rebatido com um jargão do tipo “este assenta melhor na boca”, como se assentar melhor na boca fosse a única preocupação que alguém possa ter ao montar um cavalo. Por fim, com muito custo e com toda a reprovação do mundo, convenci meu aluno a utilizar em seu cavalo o bridão que eu sugeri para aquela aula. Pensando depois sobre tudo isso, posso tirar algumas conclusões:
- Um bridão ou embocadura qualquer, se compra em uma loja, seja por indicação de um profissional, ou qualquer outro motivo.
- A real necessidade de uma embocadura não se compra nesta mesma loja.
- Decide-se por uma embocadura baseando-se na necessidade do cavalo, analisando o trabalho, a evolução, o estado atual e tantas outras coisas que poderíamos reduzir na palavra conhecimento.
- Jargões como “assentar na boca” e outros são exaustivamente usados por pessoas que entendem e tem conhecimento, mas também por quem não sabe o real significado dos termos técnicos, mas os repetem com a propriedade de ser um proprietário.
- Obviamente que existem exceções, mas são exceções.
- Obviamente que somos abertos a discussões sobre equipamentos, e principalmente abertos às mudanças, mas se somos profissionais e contratados para dar aulas ou treinar cavalos, mostramos resultados, melhoramos nossos alunos e nossos cavalos, deveríamos, ao menos, ser escutados...
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MESAGEM A CAVALO - Semana de 23 a 29 de Setembro de 2007 |
A doma dos cavalos
Aluisio Marins, MV
Domar um cavalo significa fazer com que este cavalo obedeça aos comandos solicitados por nós, na hora em que desejamos, da forma que queremos, na velocidade que queremos. Assim muitas pessoas definem a doma, que na verdade verdadeira não é isso. Domar um cavalo significa muito mais do que montar e sair andando. Significa prepará-lo para uma vida toda de trabalho, e por isso este cavalo deve estar muito mais preparado mentalmente do que fisicamente, pelo menos no início de uma vida nova. Veja algumas considerações sobre a doma de cavalos:
- Iniciar um potro significa apresentar a um indivíduo um novo modo de “viver a vida”. Esta apresentação pode ser feita de diferentes maneiras...
- Montar é fazer o cavalo ir para onde queremos, na velocidade em que desejamos, e a equitação pode ser definida como a ciência e a arte de se andar a cavalo com qualidade técnica tão discreta que ninguém perceba o que está acontecendo para aquilo acontecer. Muitas pessoas montam, poucas têm equitação.
- Assim, somente temos um cavalo bem equitado, bem montado, bem trabalhado, se entendermos como um cavalo funciona mecanicamente, fisicamente e mentalmente;
- O processo de iniciação de um potro deve sempre priorizar o potro e nunca o tempo de entrega, a vontade das pessoas ou qualquer outro fator que possa atrapalhar o bom desenvolvimento deste potro;
- O processo de iniciação de um potro leva tempo. Não existe a doma rápida ou imediata. Domar é um processo longo;
- A falta de conhecimento sobre psicologia, comportamento natural e principalmente sobre o modo de vida dos cavalos faz com que a grande maioria dos cavalos sejam iniciados da pior forma possível, com violência e sem um sentido claro das coisas para o cavalo.
- Quando um cavalo entende o que se quer dele, ele faz, (ser souber fazer...). Quando um cavalo não entende o que se quer dele, ele não faz...
- Um cavalo ou potro precisa: confiar no ambiente em que vive, confiar nas pessoas em que estão à sua volta, confiar nele mesmo.
Pense nisso na hora de escolher um profissional da doma, ou mesmo na hora de trabalhar seus potros!
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MESAGEM A CAVALO - Semana de 16 a 22 de Setembro de 2007 |
Considerações básicas sobre as embocaduras
Aluisio Marins, MV
- As embocaduras, independentemente de tipo, são constantemente utilizadas em todo o mundo por todos os cavaleiros. Veja abaixo algumas dicas básicas, mas muito importantes sobre as embocaduras:
- Cada Cavalo necessita de um tipo de embocadura. Não devemos “padronizar” as embocaduras para nossos cavalos, considerando aspectos como facilidade de uso ou compra, praticidade, etc.
- As embocaduras não devem ser compradas olhando o gosto do proprietário do Cavalo, a cor, a forma ou beleza. Devemos saber que para cada Cavalo temos uma necessidade de embocadura.
- Os freios agem de forma mais intensa e brusca na boca do cavalo. Os bridões agem de forma mais branda. Entenderemos estas ações nos capítulos posteriores.
- O tipo de matéria usado na embocadura tem influencia na ação da mesma na boca do Cavalo. Temos o ferro, o aço, o silicone, a borracha e outros materiais.
- As embocaduras devem ser lavadas imediatamente após serem retiradas da boca do Cavalo. Assim, os restos de saliva, capim e outros resíduos não secarão na embocadura, prevenindo seu Cavalo de possíveis ferimentos nas comissuras labiais.
- De nada adianta termos a correta embocadura mal colocada na boca de seu Cavalo. Devemos sempre considerar a altura da embocadura na boca do cavalo e o estado geral das cabeçadas e materiais usados.
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MESAGEM A CAVALO - Semana de 19 a 25 de Agosto de 2007 |
As obrigações de quem trabalha com cavalos
Aluisio Marins, MV
Quem trabalha com cavalos tem certas obrigações diárias e rotineiras que somente o dia a dia nos ensina. Alimentação, higiene geral de cavalos e instalações, limpeza de materiais, treinamento dos cavalos, etc. Estas rotinas são, ou deveriam ser feitas todos os dias, dentre tantas outras que já conhecemos. Mas, existem outras obrigações para quem trabalha com cavalos, para que o rendimento destes animais em pista ou no trabalho seja cada vez melhor.
- Aprender a pensar como os cavalos pensam: os cavalos são predados, presas, animais que possuem características instintivas de presas. Os seres humanos são predadores natos, também com características naturais de predadores. Se pensamos como predadores para trabalhar com presas, estamos gerando sempre medo e desconfiança, resultando na queda de performance, quando não em acidentes de trabalho. Para aprender a pensar como presas, devemos estudar o comportamento natural dos cavalos.
- Aprender a pensar e enxergar do ponto de vista do cavalo, de acordo com sua natureza: temos que nos acostumar cada vez mais a enxergar o ponto de vista dos cavalos nas rotinas do dia a dia. Estudando o comportamento natural dos cavalos, devemos sempre fazer a seguinte pergunta: “Se eu fosse presa, predado, um cavalo, de acordo com a natureza destes animais, como eu reagiria a esta ou aquela situacao?”
- Ter um “timing” apurado: timming significa ter uma noção exata de quando, como e porque fazer algo positivo ou punitivo a um cavalo. Devemos aprender a julgar situações em frações de segundos para que possamos corrigir ou reforçar positivamente um cavalo nas rotinas do dia a dia;
- Ter um foco definido: temos que saber exatamente o que queremos com um cavalo, tanto em termos de futuro, projetos, idéias e planos, como no simples colocar de um cabresto. Sem um foco claro do que queremos, estaremos gerando dúvida e confusão, o que conseqüentemente nos colocará diante de um cavalo com medo e apreensão.
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MESAGEM A CAVALO - Semana de 12 a 18 de Agosto de 2007 |
O aprendizado de um cavalo
Aluisio Marins, MV
Todos os que montamos a cavalo temos alguns momentos onde temos que ensinar algo a nossos cavalos. Seja no passeio, quando temos que atravessar uma ponte ou um local estreito, seja no esporte em uma manobra ou exercício, seja no manejo geral como, por exemplo, ficar amarrado ou quieto. Um cavalo está sempre aberto ao aprendizado, mas, quando este é feito de uma maneira forçosa ou extremamente vertical, a qualquer custo, o mesmo não acontece, ou seja, o cavalo não aprende nada. Todas as vezes que o medo e for a tônica de uma situação de aprendizado, na verdade não temos o aprendizado consolidado. Além disso, devemos entender qual o exato momento em que um cavalo aprende ou assimila algo que lhe apresentamos. E, este momento é crucial para que o processo seja completo de forma produtiva.
Um cavalo, diferentemente do seres humanos não aprende pela repetição maciça de algo que lhe propomos. Já os seres humanos aprendem pela repetição. Se eu quero melhorar minha rapidez em digitar algo, tenho que praticar, e, esta repetição faz-me melhorar e ficar mais rápido. Com os cavalos, se queremos melhorar uma manobra ou ensinar algo novo, de nada adianta repetirmos diversas vezes este exercício ou situação. Quanto mais repetimos o certo, mais ele acha ou pensa que está errando, e vai tentar mudar a manobra, aí sim errando. E, errando, será punido por nós, por algo que ele achou que estava certo! È confuso mas ao mesmo tempo é fácil de se praticar. Por exemplo: se você quer ensinar uma manobra como spin ou espádua à dentro, não a pratique 10, 15, 20 vezes a mesma coisa se seu cavalo está acertando desde a 3ª, 4ª. 5ª. vez. Lembre-se que ele já acertou desde a 3ª ou 4ª. vez, e por isso ele deve ser recompensado com o alívio, com o descanso momentâneo após o exercício. Neste exato momento ele está aprendendo.
Assim, se você tem um cavalo de salto, não adianta saltar 10 ou 20 vezes o mesmo exercício, se você tem um cavalo que não atravessa água, não adianta atravessar diversas vezes a água na mesma sessão de trabalho, se você tem um cavalo que está aprendendo o spin ou o esbarro, não adianta ficar spinando ou esbarrando muito na mesma sessão. Adianta fazer o bem feito poucas vezes e deixá-lo pensar positivamente sobre todo o exercício praticado. Pratique pouco, e priorize a qualidade, que seu cavalo sempre terá a qualidade como referência para tudo o que fizer!
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MESAGEM A CAVALO - Semana de 05 a 11 de Agosto de 2007 |
Ivermectina injetável para cavalos
Aluisio Marins, MV
Reproduzo aqui um artigo do Médico Veteirnário Henry Berger, sobre a utilização de ivermectina injetável para cavalos. Vale a pena ler com atenção sobre os fatos levantados por ele.
VALE A PENA INJETAR IVERMECTINAS PARA BOVINOS EM EQÜINOS?
Dr. Henry Berger, médico veterinário Merial Saúde Animal
Desde a introdução da ivermectina no mercado veterinário, há mais de duas décadas, a vermifugação e o parasitismo em eqüinos têm sido alvos constantes de inúmeros trabalhos de investigação científica por parte de pesquisadores e parasitologistas em todo o mundo.
Entretanto, mesmo com a existência de produtos em formulação pasta destinados exclusivamente para uso em eqüinos, como o Eqvalan®, tem-se verificado uma intensificação no uso de ivermectinas injetáveis para bovinos em eqüinos, tanto pelas vias oral quanto pela intramuscular. A prática é motivada pela tentativa de redução de custos do haras ou da cocheira pelos criadores.
Além da relação entre custo e benefício da aplicação desses medicamentos em cavalos não ser favorável aos proprietários, carrega diversos riscos potenciais aos animais.
Em muitas áreas do Brasil, notadamente em Minas Gerais, interior do Rio de Janeiro e no Espírito Santo há forte tendência ao uso desses invermectinas por via oral em cavalos.
Veja os riscos reais desse procedimento:
• Não há garantia de que haja absorção intestinal adequada destas formulações, não havendo conseqüentemente, garantia de eficácia da droga;
• Não há garantia de que as concentrações usadas para bovinos sejam compatíveis em biodisponibilidade com a espécie eqüina, o que pode acarretar sérios riscos de subdosificação;
• Alguns criadores, prevendo a incompatibilidade das concentrações entre bovinos e eqüinos, simplesmente “aumentam” de forma empírica e aleatória a dose injetável utilizada usualmente, podendo causar sobredosificação e desperdício;
• O veículo destes compostos pode ser altamente irritante à mucosa gástrica, levando ao aparecimento de gastrites e lesões erosivo-ulcerativas como as úlceras gástricas;
• Não há nenhuma comprovação científica de eficácia desta prática; o uso por parte de criadores tem se disseminado apenas pelo boca-a-boca, sem o respaldo de trabalhos sérios que corroborem dados de eficácia e segurança.
Em algumas áreas do Rio Grande do Sul, Nordeste e principalmente Centro-Oeste, o uso destas mesmas ivermectinas injetáveis para bovinos pela via intramuscular em eqüinos mostra-se como prática mais comum.
Conheça os riscos dessa prática:
• Não há garantia de que as concentrações usuais para bovinos sejam compatíveis e adequadas para eqüinos em termos de farmacocinética e farmacodinâmica;
• O veículo destes compostos favorece a anaerobiose, expondo o animal a toxemias sérias, clostridioses (há na literatura vários relatos de casos) e morte;
• O veículo destas formulações também pode causar intensas irritações e infecções locais, como estafilococoses purulentas, além de hematomas e fibrose do tecido muscular adjacente;
• Como a formulação não é adequada para emprego em eqüinos, em muitas situações observa-se a não-absorção do produto, havendo a formação de um cisto asséptico ou mesmo abscessos.
Veja as conseqüências da aplicação de ivermectinas para bovinos nos cavalos, seja pela via oral, seja pela injetável:
• Perda da função do membro ou região correspondente ao grupo muscular que recebeu a aplicação intramuscular, com inutilização deste animal para sua atividade usual, seja trabalho, esporte ou lazer;
• Brusca queda de performance, emagrecimento, perda de apetite, irritabilidade e recusa ao trabalho em função de lesões gástricas;
• Aparecimento de resistência parasitária à ivermectina, com recrudescimento da ocorrência de cólicas verminóticas trombo-embólicas e outras patologias correlatas ao parasitismo;
• Perda do direito ao seguro que eventualmente o animal venha a possuir;
• Gastos, muitas vezes infrutíferos, com medicamentos na tentativa de recuperar o animal;
• Morte.
Tendo em vista todos os aspectos observados, as relações de custo e benefício e de custo e riscos a que os animais estão expostos, fica evidente que tais práticas não compensam. O custo anual médio de um animal de 400 kg com vermifugação é de aproximadamente R$ 30,00 com produtos específicos para eqüinos. Se forem consideradas as médias dos últimos leilões Mangalarga Marchador, os custos com vermifugação destes animais na maior parte das vezes não ultrapassa 0,2% de seu valor individual em um ano inteiro.
Quando se observa, porém, o valor individual de animais de esporte de alta performance, a realidade fica ainda mais gritante. Os custos para animais de salto, adestramento, CCE, enduro, baliza e tambor, rédeas, vaquejada e marcha facilmente atingem cifras superiores a R$ 50 mil. No caso de cavalos de salto são comuns negócios de US$ 100 mil.
Além de todos os graves problemas e prejuízos físicos e econômicos a que cavalos e proprietários estão sujeitos, há ainda o aspecto jurídico. Uma vez que o uso oral ou injetável de ivermectinas para bovinos em eqüinos também é prática ilegal, caso algum dos problemas já descritos venha a ocorrer, o proprietário do animal estará completamente desamparado pela lei, uma vez que na bula destes medicamentos não há indicação para a espécie eqüina, o que isenta os fabricantes de toda e qualquer responsabilidade civil ou criminal.
Por outro lado, veterinários que eventualmente apóiem a iniciativa poderão ser responsabilizados legalmente por proprietários lesados, pelo simples fato de utilizarem produtos “extra-label” sem advertir apropriadamente os mesmos quanto ao perigo em questão.
Por fim, há o aspecto de perjúrio frente às companhias seguradoras. Para que um animal seja segurado pelas empresas existentes no mercado é necessário que o veterinário responsável
assine um laudo pericial contendo todas as devidas informações e histórico clínico do animal. Neste relatório constam ainda dados sobre vermifugação e vacinação, que devem contemplar o uso de produtos específicos para eqüinos.
Imagine que seu cavalo, segurado em R$ 20 mil, cujo prêmio anual pago foi de mil reais, venha a desenvolver um processo de cólica e necessite ser realizada laparotomia exploratória. Imagine ainda que este animal morra durante a cirurgia e a necrópsia revele trombo-embolismo verminótico. Certamente os peritos da seguradora investigarão sobre o histórico de vermifugação destes animais e descobrirão o uso de ivermectinas para bovinos injetáveis ou orais. Neste caso, além de não receber o valor do seguro e do reembolso cirúrgico, o proprietário e o veterinário correm o sério risco de serem processados por perjúrio e falsidade ideológica pela seguradora.
Utilize sempre vermífugos indicados para a espécie eqüina, produzidos por laboratórios idôneos. Não exponha seu campeão a riscos desnecessários e injustificáveis. Garanta a sua tranqüilidade quanto à perfeita saúde de seu animal.
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MESAGEM A CAVALO - Semana 29 de Julho a 04 de Agosto de 2007 |
Seu cavalo por dentro – parte 2
Aluisio Marins, MV
Seguimos com nossos artigos sobre o funcionamento e a biomecânica de trabalho dos cavalos. Desta vez falaremos sobre o conjunto dos segmentos e como eles se sustentam:
- Os diferentes segmentos da coluna cervical (segmento cervical, segmento dorso lombar e segmento sacro) são reunidos por um sistema “tendinoso”, composto de ligamentos e músculos, conforme a foto abaixo:
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MESAGEM A CAVALO - Semana de 22 a 28 de Julho de 2007 |
Seu cavalo por dentro – parte 1
Aluisio Marins, MV
Inauguramos aqui uma série de artigos sobre as partes de um cavalo, assim como a biomecânica de funcionamento dos cavalos em exercícios. Serão temas relacionados à performance dos cavalos, que poderão auxiliar muito no entendimento de como devemos trabalhar nossos cavalos no dia a dia. Começamos pelo entendimento das partes de um cavalo:
Somente temos um cavalo bem equitado, bem montado, bem trabalhado, se entendermos como funciona mecanicamente, fisicamente toda a massa corporal que está em baixo de nossa sela, independentemente de modalidade esportiva ou raça. A coluna vertebral de um cavalo é a base de sustentação de todo o trabalho e esforço físico. A coluna vertebral é compreendida de:
- Segmento dorso lombar
- 2 partes móveis articuladas
- Segmento cervical
- Segmento sacro
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MESAGEM A CAVALO - Semana de 15 a 21 de Julho de 2007 |
Guloseimas
Aluisio Marins, MV
Muitas pessoas nos perguntam sobre o fornecimento de açúcar, balas, torrões, rapaduras ou mesmo chocolate para cavalos. Podemos considerar estes produtos como “guloseimas” que podem ser oferecidas, mas com algumas ressalvas para que não tornemos algo agradável em problemas. Quando as guloseimas são fornecidas em altas quantidades, podem resultar em cáries nos cavalos, fazendo com que a dentição fique fraca para sua principal função que é triturar os alimentos. Além disso, cavalos acostumados às guloseimas diárias ou condicionados ao trabalho seguido de guloseimas, podem adquirir alterações comportamentais até graves, como morder, colocar o rosto nas pessoas, invadir espaços, etc. Assim, seguem abaixo algumas considerações sobre as guloseimas para cavalos:
- Prefira sempre produtos naturais como cenoura, beterraba ou mesmo o açúcar mascavo;
- Não condicione seu cavalo às guloseimas. É comum vermos cavalos que ficam esperando ansiosamente pelas guloseimas, resultando em um nervosismo e um alto gasto de energia sem necessidade.
- Cavalos que recebem muitas guloseimas podem apresentar sintomas de morder as pessoas, mesmo que sem a intenção do mesmo;
- Ao fornecer uma bala ou torrão de açúcar, lembre-se que para isto deve haver um motivo. Um bom trabalho, uma boa caminhada, um simples agrado depois de uma sessão de treinamento. Sem um motivo claro (claro do ponto de vista dos cavalos), a guloseima será apenas mais um agrado e não algo com um bom motivo;
- Ao fornecer a guloseima, cuidado com suas mãos. Abra-as muito bem para que o cavalo não pegue seus dedos com os dentes. Faça seu cavalo aprender a pegar o produto de sua mão, com calma e tranqüilidade, devagar e com paciência.
- Não pense que seu cavalo gosta mais ou menos de você exclusivamente por causa das guloseimas. Não tem problema algum se um dia ou outro você esquecer do açúcar, etc.
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MESAGEM A CAVALO - Semana de 08 a 14 de Julho de 2007 |
Os cavalos como eles são
Aluisio Marins, MV
Os cavalos são como são. Simples, descomplicados e principalmente justos com tudo o que fazem ou agem. Curiosos e de pensamentos diretos, os cavalos processam as informações vividas de uma forma diferente dos seres humanos. Pense em uma criança aprendendo a escrever. Quanto mais ela pratica, mais melhora sua escrita. Os cadernos de caligrafia servem para que a qualidade da letra melhore, assim como a rapidez e a fluidez da escrita. Um cavalo assimila a informação de uma forma totalmente oposta. Ao acertar um exercício por poucas vezes repetidas o cavalo começa a processar o aprendizado pelo alívio e relaxamento após o último exercício correto. Imagine um cavalo aprendendo a saltar. Não é a quantidade de saltos repetidos que melhorará o salto do cavalo, mas sim a qualidade de poucos saltos bem dados e depois um momento de relaxamento e alívio desta pressão. Aqueles segundos ou minutos de relaxamento são exatamente os momentos de aprendizado de um cavalo. De nada adianta ficar repetindo uma manobra inúmeras vezes pensando que a cada repetição ele melhorará esta manobra. Ao contrário, quanto mais se repete a mesma coisa, mais o cavalo vai achar que está errando, e tentará mudar algum detalhe desta manobra na tentativa de acertar. E, ao mudar, aí sim erra! E, errando, iremos corrigi-lo ou puni-lo por algo que ele pensou estar fazendo certo. Imagine a confusão na cabeça deste cavalo. Da mesma forma que no aprendizado, um cavalo deve aprender a viver por si mesmo, “assumindo as responsabilidades da vida”. Conheço proprietários que não permitem que seus cavalos trabalhem sem antes dar um “banho” de repelente. Na cabeça destes proprietários, estão ajudando seus cavalos a se prevenirem contra as moscas. Mas, quanto mais se passa o repelente, mais se necessita passar repelente... E, quando não se passa o tal repelente (já que não se tem alguém 24 horas por dia passando repelente...), vejo cavalos ficando loucos com as moscas, sofrendo muito tentando espantá-las, alguns até deixando de comer ou comendo muito mal, suando de tanto fazer movimentos com o pescoço, cauda e patas. Os repelentes devem ser utilizados em competições, como auxílio na concentração do cavalo em um momento tão importante, mas, em treinos, no dia a dia, não devem ser regra de utilização.
No intuito de ajudar um cavalo, pode-se realmente criar situações de desconforto e confusão. Tudo porque por muitas vezes não deixamos nossos cavalos serem como eles são...
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MESAGEM A CAVALO - Semana de 01 a 07 de Julho de 2007 |
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A Nutrição do seu cavalo
Aluisio Marins, MV
O desenho abaixo nos mostra todo o aparelho digestivo dos cavalos. Veja o quanto esta parte do cavalo é complexa e delicada. É o caminho do alimento, que entra pela boca e percorre todo o aparelho digestivo do cavalo sendo aproveitado pelo organismo.
Por isso, a nutrição do seu cavalo não pode ser resumida em somente nos tópicos ração e capim. Já sabemos, também, que não é a ração que engorda um cavalo, mas sim toda uma combinação de elementos onde o capim de qualidade é o mais importante. A ração entra como um grande complemento ao capim de qualidade oferecido diariamente ao cavalo. Da mesma forma, também sabemos que não é a ração mais cara ou mais famosa a que vai engordar seu cavalo. Existem tipos de rações elaboradas e formuladas para cada tipo de trabalho ou esforço que o cavalo pratica.
Assim, sempre consulte seu veterinário para saber qual a ração ideal para seu cavalo, mas nunca pense que somente a ração garante seu cavalo em um bom estado nutricional. Sempre disponibilize a ele um bom capim, nas quantidades certas acompanhado da ração como complemento da alimentação. Você verá que além de proporcionar saúde, você estará economizando e otimizando a nutrição do seu cavalo.
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