
|
|
|
| |
|
INDICE
De: Paulo Guilhon
Dizer se algo é bom ou ruim, além de perigoso, é relativo. Quando estamos tratando de assuntos eqüestres os riscos são ainda maiores.
Precisamos estar cientes de que esse universo está em constante mutação, e sendo assim, os conceitos adotados em quaisquer de suas áreas de aplicação devem ser passíveis de revisão e observados como verdades transitórias. Desde os critérios para avaliações morfológico-funcionais, até aqueles de naturezas mais específicas como as técnicas de manejo, podologia, equitação, doma, treinamentos, etc, todos estão sempre em processo de transformação, buscando o aperfeiçoamento que lhes permita resultados mais eficientes.
No que se refere à marcha, estamos apenas no início de uma fase de estudos científicos sobre a sua origem e o seu mecanismo, cabendo-nos o bom senso de perceber que muitos dos seus segredos estão por ser descortinados.
Escreverei nesta edição sobre a interpretação que faço hoje, do que vem a ser uma marcha de boa qualidade, deixando em aberto o parêntese da possibilidade de modificação desse enfoque ao longo dos estudos que ainda estão por vir.
Penso que o aspecto primordial para dizermos se uma marcha é de boa qualidade, é o fato dela estar reproduzindo, em maior velocidade, o mecanismo do passo. Um eqüídeo marchador que apresente, em seu diagrama de marcha, apoios indesejáveis, que são aqueles estranhos ao mecanismo do passo, ou ausência de algum dos apoios característicos, terá a qualidade desse andamento comprometida por esses “agentes de interferência”.
A natureza da marcha, ou seja, se ela é diagonalizada (batida), lateralizada (picada), intermediária (de centro), ou trotada, me parece uma questão de ordem secundária, já que preferências não se discutem. O importante é avaliarmos se essas marchas trazem consigo o princípio inerente ao andamento marchado: a presença dos oito apoios que legitimam a marcha (quatro tripedais, dois bipedais laterais, dois bipedais diagonais).
Desde que, na “passada completa”, seja observada a seqüência desses apoios, podemos dizer que a marcha é legítima e passaremos a analisar outros parâmetros presentes.
O tempo de permanência dos apoios tripedais nos dirá sobre a comodidade. Isso quer dizer que quanto maior a duração dos tripedais, durante a “passada completa”, menor o coeficiente de atrito e mais cômoda a montaria.
É preciso informar ao cavaleiro leigo, que o fator responsável por atribuir conforto à sua sela é o percentual de apoios tripedais que o animal manifesta em seu diagrama de locomoção, e não a natureza da marcha, como geralmente se pensa.
O que estou querendo dizer, é que entre três animais com marchas de natureza diferente (batida, picada, e de centro), o mais confortável deles será aquele que apresentar um tempo maior de permanência nos apoios tripedais, pois o que confere conforto ao cavaleiro são esses momentos de tríplice apoio e não a predominância de tempo dos apoios bipedais diagonais que ocorre na marcha batida; a dos bipedais laterais que ocorre na picada; ou a equivalência entre os diagonais e os laterais na marcha de centro.
É muito comum ouvirmos o comentário, para não dizer, a afirmação: “a marcha mais cômoda é a picada”.
Cabe-me contrariar essa afirmação, e dizer que também existem marchas picadas incômodas, bastando que elas apresentem um baixo percentual de apoios tripedais no decorrer da “passada completa”. Além disso, existem animais de marcha incompleta nos quais faltam alguns dos apoios do passo ou ainda aqueles que apresentam apoios indesejáveis (vide Horse Ilimitada Ed.105- Sessão Treinamento de Marcha), causando interferências danosas à marcha.
O que geralmente acontece, com cavaleiros leigos ou de baixo nível técnico, em outras palavras, aqueles que não sabem montar ou montam mal, é que os animais de marcha lateralizada, mesmo os de baixo percentual de apoios tripedais, e até mesmo os de guinilha (andadura ou trote lateral) movimentam o cavaleiro no sentido lateral sobre a montaria, oferecendo-lhes uma falsa sensação de comodidade quando comparados aos animais de marcha diagonalizada. Nessa última o cavaleiro é movimentado mais no sentido vertical exigindo maior equilíbrio e a participação de recursos técnicos da equitação.
Um outro fator que contribui para tornar a montaria cômoda é um parâmetro chamado “assimetria”. Ele avalia o equilíbrio médio-lateral durante o deslocamento do animal, sendo obtido pela diferença entre as defasagens dos apoios bipedais. Animais com “assimetria” até 5% não têm o seu deslocamento afetado pelos movimentos de oscilação médio-lateral. Acima desse percentual pode-se dizer que há um desequilíbrio, o qual compromete o desempenho da marcha e acarreta incômodos para a estabilidade do cavaleiro. Animais com “assimetria” zero são aqueles que apresentam a famosa marcha avante, pois nela os movimentos são realizados somente no sentido antero-posterior, não havendo oscilações laterais.
Portanto existem montarias cômodas manifestando marchas de naturezas distintas. O que nos cabe averiguar no momento de eleger um cavalo de marcha que seja confortável, é se ele tem uma marcha legítima, com alto percentual de apoios tripedais e baixo percentual de “assimetria” (até 5%). Esses parâmetros nos garantirão dois aspectos: comodidade e equilíbrio, o que pode ser traduzido em conforto.
Temos também parâmetros como a velocidade e o rendimento, no meu entender, ambos de ordem subjetiva. Penso que o principal é nos certificarmos de que o eqüídeo marchador esteja fazendo realmente aquilo que o diferencia dos eqüídeos trotadores, isto é, reproduzindo em maior velocidade o mecanismo do passo, e por isso mesmo oferecendo ao cavaleiro, condições diferenciadas de conforto.
A velocidade do passo dos eqüídeos é estimada por volta dos 5 a 8 Km/h, dependendo das características estruturais dos indivíduos. Da mesma forma, a marcha situa-se entre os 10 e 15 Km/h, e a partir dessa velocidade situações indesejáveis passam a interferir no seu mecanismo.
O rendimento deve ser entendido como o tamanho da “passada completa”, estando situado entre 1,...m e 2,...m se considerarmos um universo incluindo de mini-pôneis a cavalos campolina.
Didaticamente poderíamos comparar a “passada completa”, ao “lance do galope”, já que este é utilizado para nomear um espaço percorrido e compreendido pelos apoios que o caracterizam (posterior esquerdo, diagonal esquerda, anterior direito, no galope à direita; posterior direito, diagonal direita, anterior esquerdo, no galope à esquerda). Usando esse raciocínio paralelo, a “passada completa” poderia ser chamada de “ lance da marcha”, onde podemos observar a execução dos oito apoios do passo, impressos em determinado tempo, conforme a velocidade do animal, e percorrendo um certo espaço terreno.
Se vamos preferir um eqüídeo que além de marchador legítimo e confortável, tenha maior ou menor rendimento e que se locomova conservando as características da marcha, em maior ou menor velocidade, na minha insignificante opinião, isso é uma questão pessoal que cabe a cada cavaleiro.
Em resumo podemos encontrar montarias confortáveis e equilibradas independentemente da natureza da marcha, sendo a sua qualidade dada pela reprodução fiel do mecanismo do passo. A reprodução parcial desse mecanismo, a presença de apoios indesejáveis, e uma “assimetria” alta, são fatores que prejudicam e desqualificam a marcha dos eqüídeos.
Núcleo de Prestação de Serviços ao Cavalo 1988 a 2007 pguilhoncavalos@yahoo.com.br
|
|
INDICE
De: Paulo Guilhon
OS APOIOS TRIPEDAIS DA MARCHA
Como já comentado em nossos artigos anteriores, a marcha dos eqüídeos é a reprodução do mecanismo do passo, realizada em maior velocidade.Também vimos que esse mecanismo é constituído de oito tipos de apoios característicos (quatro apoios tripedais, dois apoios bipedais diagonais, e dois apoios bipedais laterais). Neste artigo vamos entender o que vem a ser a tão idolatrada Marcha de Tríplice Apoio.
É preciso dizer, logo de início, que toda marcha completa (aquela que reproduz com fidelidade o mecanismo do passo) é, pela sua própria natureza, uma marcha de tríplice apoio. Isso é muito simples de entendermos, pois qualquer animal, para estar marchando com competência, terá obrigatoriamente que imprimir durante a passada completa (intervalo de tempo entre dois apoios consecutivos de um mesmo casco), os quatro apoios tripedais que fazem parte do mecanismo do passo. Caso contrário o seu diagrama de marcha estará incompleto, e ele não poderá ser considerado um marchador de qualidade.
Os apoios tripedais acontecem naqueles momentos em que os animais marchadores encontram-se apoiados em três patas, sendo eles os responsáveis pela sensação de conforto recebida pelo cavaleiro: a famosa comodidade.
O que vai variar é o tempo de permanência de cada marchador nesses momentos de tríplice apoio. Quanto maior for esse tempo, maior a comodidade para o cavaleiro.
Se criássemos um parâmetro para avaliação do “coeficiente de atrito” entre o cavaleiro e a montaria, poderíamos dizer que quanto maior o tempo de permanência do animal nos tríplices apoios, menor seria esse “coeficiente de atrito”. O fator comodidade de marcha está diretamente relacionado à habilidade do eqüídeo em imprimir e permanecer nesses apoios tripedais, o que, na verdade, ocorre em frações de segundos.
Nos laudos técnicos emitidos pelo ANALOC-E, temos acesso ao percentual de tempo de permanência do animal nos apoios tripedais, e se isso já não fosse espetacular, ele ainda discrimina os tempos de apoios tripedais anteriores, e apoios tripedais posteriores.
E que vantagem há em sabermos disso?
Temos tudo para crer que entre dois animais com tempos próximos de permanência dos apoios tripedais, aquele em que os tempos de tripedais posteriores prevalecer sobre os tripedais anteriores, será o mais cômodo dos dois, visto que, quanto mais o trem posterior de locomoção do cavalo se mantiver no chão, menor será o atrito vertical para o cavaleiro. Não é em vão que cavaleiros experientes, quando pretendem melhorar a comodidade dos seus animais, colocam ferraduras mais pesadas nos cascos posteriores, ou as colocam somente nos posteriores, deixando os anteriores sem ferraduras. Isso é muito lógico, pois com um peso adicional os posteriores ficarão apoiados um tempo maior, melhorando a comodidade para o cavaleiro. Em certos animais esse peso adicional parece provocar mais modificações, talvez no dissincronismo dos apoios tripedais, pois outras alterações costumam acontecer no seu diagrama de marcha. Esse procedimento, de reconhecido efeito, foi descoberto através da experiência por cavaleiros que conviviam estreitamente com os eqüídeos e passavam muito tempo cavalgando. Agora temos a comprovação científica dessa constatação obtida por eles através da “osmose da equitação”.
Estudando o mecanismo da marcha é possível visualizarmos a origem dos apoios tripedais. Ela reside no dissincronismo entre os apoios bipedais, o que é também muito simples de enxergarmos, desde que o façamos sob a ótica de um “microscópio”, o ANALOC-E.
Se um eqüídeo se locomovesse na velocidade intermediária entre o passo e o galope, alternando em sincronia os seus apoios bipedais diagonais, poderíamos afirmar que ele estaria trotando (trote diagonal). Caso ele se movesse na mesma velocidade sugerida antes, com alternância síncrona os seus apoios bipedais laterais, diríamos que o seu andamento seria a andadura ou guinilha (trote lateral).
O equídeo marchador é o animal que imprime tanto os bipedais diagonais, quanto os laterais, fazendo-o de forma assíncrona. A assincronia dos apoios bipedais talvez seja uma forma de buscar o equilíbrio para compensar a natureza ambígua do seu mecanismo de locomoção.
O citado dissincronismo (ou assincronismo) é conhecido na linguagem da marcha como dissociação, sendo ela a responsável pelo surgimento dos momentos de tríplices apoios.
Observando a seqüência de apoios de um legítimo marchador, podemos verificar que ele passa de um apoio bipedal diagonal para um apoio bipedal lateral, inserindo entre eles o apoio tripedal. A cada seqüência de apoios, do bom marchador, teremos quatro apoios tripedais, dois bipedais diagonais, e dois bipedais laterais, sendo impressos de forma intercalada. Essa é a descrição do mecanismo marcha de tríplice apoio.
Para aqueles que não estão familiarizados com o assunto, essa conversa deve parecer bastante complicada, admito. Falta-nos aqui uma série de recursos instrucionais para podermos facilitar a assimilação da argumentação exposta. Todavia nossa intenção maior é despertar nos adeptos do eqüídeo marchador uma centelha de curiosidade investigativa, e provocar atitudes de questionamento para que eles busquem oportunidades de acessar mais informações sobre os estudos científicos da marcha. Esses estudos têm nos revelado alguns “segredos” até então ocultos pela ausência de meios adequados para a sua avaliação.
Todos precisamos procurar favorecer posturas de abertura, para que haja a possibilidade de recebermos referenciais que contribuam para o desenvolvimento dos nossos pontos de vista. Sem abertura não há chance de recebimento!
Há um abismo entre a ciência e o empirismo, sobre o qual urge construirmos uma ponte para unirmos essas duas realidades que são opostas, mas complementares.
A aparente aridez da ciência é transformada em luz quando aprendemos a interpretá-la, e fazemos bom uso dos seus subsídios tecnológicos. Em contrapartida, o empirismo é conhecimentos adquirido através da experiência, não podendo ser desprezado já que, sem dúvida nenhuma, pouco adianta recebermos a técnica se não soubermos como colocá-la em prática.
O “know-how” é exatamente a forma prática e inteligente de executarmos procedimentos de natureza tecnocientífica (ou de outras naturezas). Noutras palavras, teoria e prática devem dar as mãos e marchar juntas, pois do contrário ambas sempre estarão deficientes.
Núcleo de Prestação de Serviços ao Cavalo 1988 a 2007
pguilhoncavalos@yahoo.com.br
|
|
INDICE
De: Paulo Guilhon
Graças à engenhosidade brilhante do professor Adalton Pereira de Toledo e do seu extraordinário invento, o Analisador Eletrônico da Locomoção dos Eqüídeos (ANALOC-E) , hoje podemos estudar os andamentos marchados nos seus mínimos detalhes.
Para aqueles que não sabem o ANALOC-E foi desenvolvido, após anos de estudos e trabalhos, por uma equipe de engenheiros, sob a orientação do professor Toledo. Eles utilizaram tecnologia de última geração para produzir um equipamento capaz de captar imagens da locomoção dos eqüídeos e dissecá-las em todas as suas minúcias.
Muitas pessoas do meio eqüestre acreditam ser possível fazer uma análise, utilizando filmadoras convencionais e observando as imagens em “SLOW MOTION” (câmara lenta).
“Santa ingenuidade Batman...”
Essas pessoas não têm a menor noção da velocidade dos movimentos realizados pelos membros locomotores dos eqüídeos nos momentos em que eles imprimem os apoios da marcha. A título de exemplo vamos dizer que um cavalo marchando a uma velocidade de 12 Km/h, imprime os oito apoios que caracterizam a marcha completa (vide artigo anterior), num espaço de aproximadamente 2m, em apenas 0,6 segundos. Que tal essa!...
Na verdade esses apoios acontecem em breves momentos, sendo impossível para as filmadoras convencionais e, com certeza, para a visão humana, detectar a seqüência exata dos tipos de apoios ali impressos.
Qual é a idade das nossas raças de eqüídeos marchadores (Mangalarga Marchador, Margalarga, Campolina, Piquira, Pêga)?
A resposta vai evidenciar o quão recente é o processo de seleção desses animais, se comparado ao de outras raças eqüestres existentes no mundo, com aspectos morfológicos, funcionais e neurológicos, devidamente sedimentados. Acrescente-se a isso o fato de estarmos tratando de animais de andamento marchado, um universo pouco estudado e ainda cheio de enigmas a serem desvendados.
É preciso dizer, e possível provar, que somente uma minoria de criadores desses animais têm se preocupado em estudar seriamente a marcha. Mas qual seria o motivo?
Acreditamos que não é por desinteresse, ou por falta de responsabilidade para com o futuro da raça, e sim por ausência de fontes acessíveis que possam acrescentar-lhes informações e conhecimentos sobre o assunto.
O que temos presenciado e testemunhado por aí são avaliações feitas com base no subjetivismo, transmitidas de boca a ouvidos, e disseminadas através dos concursos de marcha.
Posso afirmar-lhes como cavaleiro de marchadores e estudioso da marcha, por tempo considerável, que a experiência de sela e o “olhômetro” não são suficientes se realmente pretendemos realizar um trabalho consciente que nos permita aprofundar conhecimentos sobre a marcha, e demarcar o território dos eqüídeos marchadores no cenário eqüestre nacional e internacional.
Precisamos conhecer, de forma objetiva, o potencial de marcha dos nossos animais para podermos conduzir o processo de seleção dos nossos plantéis com a convicção de realmente estarmos na direção que nos interessa.
Cada um é livre para ter suas próprias preferências, no caso das marchas não é diferente. O que nos parece incompreensível é a discriminação de outras preferências após termos elegido a nossa. Há espaço suficiente para todos os gostos, e desde que estejamos tratando de marchas de boa qualidade, o bom senso nos convida a aplaudir todas aquelas que assim sejam, independente da nossa opção.
Se um cavalo campolina apresentar marcha batida, picada, ou de centro, de boa qualidade, seja ela qual for ele deve merecer o respeito e o reconhecimento de todos e ter o seu espaço garantido dentro da raça. Ao criador ou ao cavaleiro caberá optar pelo tipo de marcha que atender melhor às suas necessidades. É incabível a pretensão de querermos afirmar que um tipo de marcha é superior a outro. Essa superioridade poderá existir, de modo relativo, quando determinadas funções são atribuídas ao animal, a partir daí devendo ser computados aspectos funcionais relacionados à atividade sugerida. A função determinará os pré-requisitos a serem preenchidos pelo cavalo, isso é indiscutível.
Se considerarmos as marchas completas, isto é, aquelas constituídas pelos oito apoios que caracterizam o passo, e a ausência de irregularidades (apoios intrusos), a diferença entre as marchas estará nos tempos dos apoios bipedais (diagonais e laterais), e na relação entre os tempos de apoio e de suspensão dos cascos durante a passada completa.
Notas:
1) Apoios intrusos são aqueles que não pertencem ao mecanismo do passo. São eles:
- apoio monopedal de anterior direito;
- apoio monopedal de anterior esquerdo;
- apoio monopedal de posterior direito;
- apoio monopedal de posterior esquerdo;
- apoio duplo de anteriores;
- apoio duplo de posteriores;
- apoio quádruplo;
- suspensão completa (ausência total de apoios).
2) Passada completa é o intervalo de tempo entre dois apoios consecutivos de um mesmo casco.
Sendo assim, na marcha diagonalizada (batida) há uma predominância do tempo de apoio dos bipedais diagonais; na marcha lateralizada (picada) predominam os tempos de apoio dos bipedais laterais; na marcha de centro (intermediária) há uma equivalência entre os tempos de apoio dos bipedais diagonais e dos laterais; e na polêmica marcha trotada o diferencial é dado principalmente pela relação entre os tempos de apoio e de suspensão dos quatro cascos, devendo esses tempos serem equivalentes.
A marcha é um andamento no qual os tempos de apoio dos cascos devem ser superiores aos tempos de vôo (suspensão) dos mesmos, fazendo com que o animal esteja mais tempo no chão do que no ar. Então como definir um eqüídeo que apresente no seu mecanismo de locomoção os oito apoios legítimos da marcha de boa qualidade, mas simultaneamente acuse tempos de apoio e de suspensão dos cascos, equivalentes? Este é o animal de marcha trotada!
Para essa análise o ANALOC-E utiliza um parâmetro denominado diapasão, o qual nos dá a relação entre os tempos de apoio e os tempos de suspensão durante a passada completa.
Tempos de apoio
Diapasão = -----------------------------
Tempos de suspensão
Nas marchas trotadas o diapasão deve ser igual ou muito próximo de 1, sinalizando-nos que os tempos de apoio e de suspensão são iguais, ou muito próximos.
As marchas diagonalizadas (batidas) e lateralizadas (picadas), são as mais fáceis de serem identificadas devido aos gestos característicos desses andamentos, e pela sensação tátil transmitida ao cavaleiro quando os animais que as apresentam são montados. As marchas de centro e as trotadas demandam critérios mais objetivos para serem identificadas, e podem ser facilmente confundidas com outro tipo, devido à sutileza dos detalhes que as diferem.
Alguns animais têm a marcha situada nos pontos de transição dos andamentos, ou próximo deles. Esses pontos são aqueles onde os tempos de apoio dos bipedais, diagonais e laterais, ou a relação entre os tempos de apoio e de suspensão dos cascos (o diapasão) estão próximos de se equivalerem ou, no sentido contrário, de estabelecerem predominâncias tornando difícil a sua diferenciação. Essa diferenciação é possível com o auxílio de recursos tecnológicos competentes, já que a visão humana é incapaz de detectá-la sendo também bastante difícil de ser percebida através da equitação.
Penso que a partir do momento em que as avaliações realizadas pelo ANALOC-E tornarem-se rotineiras, teremos referencias de identificação e diferenciação objetivos possibilitando-nos comparar as imagens dos gestos e as sensações táteis da equitação, o que contribuirá para apurar os níveis subjetivos de avaliação das marchas. O que nos falta hoje são referenciais palpáveis e confiáveis para aperfeiçoarmos nossa capacidade de avaliação.
Por enquanto a maneira mais segura de identificação e diferenciação das marchas dos nossos eqüídeos, sem dúvida, é o laudo técnico obtido através das leituras pelo ANALOC-E.
Em nome de todos os que se dedicam de alguma forma aos eqüídeos marchadores, e mesmo que ainda não haja unanimidade de reconhecimento, o que será apenas uma questão de tempo, registro aqui agradecimentos ao inestimável trabalho do professor Toledo, este incansável cientista do cavalo de marcha. Muito obrigado.
Consulta: Tecnologia não Invasiva para Análise da Locomoção dos Eqüídeos (Adalton P. de Toledo).
Núcleo de Prestação de Serviços ao Cavalo 1988 a 2007
|
|
INDICE
De: Paulo Guilhon
Em se tratando de abordar o tema CAVALOS, todo cuidado é pouco. No que se refere ao eqüídeo (eqüinos, asininos e muares) marchador, a situação é mais delicada ainda, devido à complexidade da sua natureza.
Tendo ingressado no mundo do cavalo, iniciando meus aprendizados em equitação aos quatro anos de idade, hoje, aos quarenta, estou convencido de que, cautela, bom senso, e acima de tudo, ausência de “pré-conceitos”, devem nortear o nosso caminho.
Aos poucos precisamos desenvolver sensibilidade, percepção aguçada, raciocínio imparcial e predisposição consciente, mantendo-nos sempre dispostos aos diálogos e aos novos referenciais que se apresentem. Essa postura vai favorecer o acesso a novas informações, e aquisição de conhecimentos que enriquecerão a nossa bagagem nesta “viagem a cavalo”.
Penso que o primeiro passo a ser dado na nova sessão da revista, intitulada TREINAMENTO DE MARCHA, é prestarmos alguns esclarecimentos e oferecermos informações básicas sobre o andamento marchado, em favor daqueles menos experientes no assunto.
De modo simples e objetivo podemos dizer que a marcha dos eqüídeos, nada mais é do que a reprodução do mecanismo do passo, realizada em maior velocidade. Não é em vão que em certos locais costuma-se denominar animais marchadores, de animais de passo. Portanto, um eqüídeo marchador é aquele que, ao aumentar a velocidade de movimentação dos seus membros locomotores, continua reproduzindo o mecanismo (a mesma seqüência de apoios) do passo.
Obviamente, para que esse mecanismo possa continuar mantendo as mesmas características observadas no passo, há um limite no aumento da velocidade de locomoção, o qual pode variar dependendo das particularidades estruturais; neurológicas; condicionamento funcional de cada indivíduo; e da forma com que ele esteja sendo equitado.
A grosso modo poderíamos exemplificar dizendo que, se tivermos um cavalo executando a marcha, ele se aproximará do passo à medida que diminuir a velocidade de movimentação, e do galope à medida que aumentar a velocidade de locomoção. Não confundir velocidade de movimentação dos membros locomotores, com velocidade de locomoção. No primeiro caso estamos nos referindo aos gestos do cavalo, e no segundo, ao seu rendimento (espaço percorrido).
Exemplo: O Cavalo de Paso Colombiano (raça constituída por quatro linhagens, a saber: TROTON GALOPERO, TROCHA e GALOPE, TROCHA PURA, PASO FINO), mais especificamente aquele da linhagem Paso Fino, é capaz de movimentar-se marchando, com grande velocidade de gestos, porém com baixo rendimento. (Aqui para nós, suspeito que as outras linhagens também, o que deverá ser constatado pelo ANALIZADOR ELETRÔNICO DA LOCOMOÇÃO DOS EQUÍDEOS , o ANALOC-E).
É bom lembrar que cada eqüídeo marchador apresenta o que poderíamos chamar de “o seu ponto ideal de marcha”, ou seja, uma velocidade e uma forma de ser conduzido que vai facilitar o encontro da sua melhor performance de marcha.
Para não perdermos o “fio da meada”, vamos retornar ao passo e descrever o seu mecanismo. Ele é constituído de oito apoios característicos e distintos, são eles: quatro apoios tripedais; dois apoios bipedais laterais; dois apoios bipedais diagonais. Esses apoios intercalam-se, de forma que um apoio bipedal é sempre precedido e sucedido por um tripedal, desde que se trate de um animal de marcha completa (constituída pela seqüência de oito apoios do passo).

Fonte: ENSAIO SOBRE ANDAMENTOS – Geber Moreira.
Também convém ressaltar, desde já, que a origem da marcha é neurológica, sendo transmitida hereditariamente através do cruzamento de animais que tragam em sua bagagem genética, caracteres capazes de influenciar o sistema neuromotor de tal maneira, que o seu sistema locomotor possa imprimir, através de gestos, os apoios que irão definir o andamento marchado.
Atualmente as marchas dos eqüídeos brasileiros são classificadas em quatro tipos principais:
· Marcha diagonalizada (batida)
· Marcha de centro (intermediária)
· Marcha lateralizada (picada)
· Marcha trotada
Cada um dos tipos de marcha relacionados pode apresentar variações conforme algumas tendências individuais dos animais. Isso quer dizer que, se selecionarmos grupos de eqüídeos pelo tipo de marcha, ainda assim haverá diferenças na forma deles executarem o seu andamento.
Afortunadamente os estudos sobre a marcha contam hoje com recursos tecnológicos avançadíssimos, os quais têm constatado detalhes minuciosos, permitindo-nos aprofundar as pesquisas sobre a dinâmica da locomoção eqüídea, de forma objetiva e isenta de “achismos”.
Cabe agora, aos adeptos da marcha, uma mudança de atitude para que, unindo a experiência com a ciência, possam acelerar o processo seletivo na criação, manejo, treinamento e utilização dos eqüídeos marchadores.
Núcleo de Prestação de Serviços ao Cavalo 1988 a 2007 pguilhoncavalos@yahoo.com.br
|
MARCHANDO EM FAVOR DA MARCHA |
INDICE
Fonte: http://www.pauloguilhon.com
A hora é de unir forças em defesa desse aviltado patrimônio que tínhamos a incumbência e o dever de cuidar e perpetuar: a genética da marcha completa.
Manifesto minha solidariedade e apoio ao artigo intitulado MANGALARGA MARCHADOR, DESVIO E RESGATE DE TRADIÇÃO, escrito pelo grande hipólogo brasileiro Sérgio Lima Beck.
Há dez anos, com o lançamento do Tecnologia não Invasiva para Análise da Locomoção dos Eqüídeos, trabalho escrito pelo prof. Adalton P. de Toledo, no qual ele trouxe à luz dos nossos olhos as fantásticas constatações oriundas dos experimentos realizados pelo seu analisador eletrônico da locomoção eqüídea (o ANALOC-E), um universo até então obscuro e indecifrável tornou-se evidente a todos aqueles que se propuseram a estudar, acompanhar esses trabalhos e se abrirem aos argumentos objetivos e incontestáveis, apresentados pelo gênio incomum desse cientista do cavalo.
O mais impressionante é o fato de algo tão simples de ser entendido, encontrar tanta dificuldade para ser admitido pelo meio eqüestre da marcha. Se estivéssemos vivendo há alguns séculos atrás, penso que o professor Toledo correria o risco de ser queimado vivo na fogueira, por essas mentalidades inquisidoras e pouco esclarecidas, que têm, de maneira infundada, recriminado e recusado essa inestimável contribuição para o trabalho de seleção e desenvolvimento das nossas raças de eqüídeos marchadores.
Nós que temos, privilegiadamente, acompanhado e participado de alguma forma dessa CRUZADA empreendida pelo prof. Toledo, não temos a menor dúvida de que será apenas uma questão de tempo o reconhecimento e a adoção dos critérios científicos trazidos pelo ANALOC-E, por todos os que realmente queiram selecionar animais de marcha completa e contribuir para a valorização do rebanho eqüídeo brasileiro que carrega geneticamente essa habilidade.
O grande desafio do momento é tornar essa realidade palpável antes que essa genética seja extinta pelas ações equivocadas de criadores, técnicos e dirigentes das associações de eqüídeos marchadores. Boa parte deles tem promovido e sido conivente com essa caça predatória e discriminação absurda aos nossos autênticos marchadores.
O ANALOC-E é apenas um "microscópio" que pode provar cientificamente algo muito simples: a marcha completa nada mais é do que a reprodução, em maior velocidade, do mecanismo do passo. O mecanismo do passo é constituído de oito apoios, sendo quatro do tipo tripedal, dois do tipo bipedal diagonal, e dois do tipo bipedal lateral, os quais se intercalam durante a execução da passada completa. A passada completa é o intervalo de tempo entre dois apoios consecutivos de um mesmo casco.
Assim sendo, toda marcha completa é constituída de oito apoios e quatro tempos auditivos (o famoso ARACATACA...). Isso quer dizer que as marchas batida, picada, e de centro, para serem admitidas como completas (reproduzindo o mecanismo do passo em maior velocidade) precisam apresentar em seu diagrama, os oito apoios citados e ser ouvida a quatro tempos. A única diferença entre elas será a predominância do tempo de apoio dos bipedais diagonais na marcha batida, a dos bipedais laterais na picada, e a equivalência entre os tempos diagonais e laterais na marcha de centro.
Além de isso ser de fácil entendimento, também pode ser provado cientificamente. Negar essas constatações diante das provas que têm sido demonstradas nos laudos técnicos do ANALOC-E, só é comparável à negação da existência de micróbios diante das lentes de um microscópio.
Como esse fato já aconteceu no passado, não é de admirar que se repita nos dias atuais. A diferença é que agora estamos no século XXI, vivendo sob a égide das altas tecnologias. Dá pra acreditar...??
Núcleo de Prestação de Serviços ao Cavalo 1988 a 2007 pguilhoncavalos@yahoo.com.br
|
ONDE ESTÁVAMOS E ONDE ESTAMOS NA MARCHA! |
INDICE
A.P.Toledo – Engenheiro, criador de cavalos marchadores, autor dos livros Mecânica de Sustentação e Locomoção dos Eqüinos, A Locomoção dos Eqüídeos – O Livro da Marcha e Tecnologia Não Invasiva para a Análise da Locomoção dos Eqüídeos .
Coordenador do Analoc-E.
toledo@toledohorse.com.br
A dúvida é o principio da pesquisa e do desenvolvimento da ciência.
O grande guerreiro e líder CHUN TZU, atualmente citado até em cursos de alta gerência, já dizia, séculos atrás, que a dúvida é o princípio da crença.
Afinal, a dúvida gera a pesquisa que esclarece os fatos, sem paixão e com objetividade.
Na marcha aconteceu o mesmo. Evoluindo das conversas e discussões intermináveis de anos atrás, quando o cavalo era realmente marchador, chegamos a resultados e constatações indiscutíveis que mostram - onde estávamos e onde estamos na marcha praticada atualmente.
Desde o final dos anos 80 com o marchômetro e depois, da década de 90 até hoje, com o Analoc-E ficou constatado que a marcha involuiu em qualidade, atropelou o esquecido padrão da raça MM e caiu no acostamento da estrada do bom senso, deixando de lado a pista asfaltada da comodidade, com enorme desrespeito a muitos criadores que hoje abandonam as pistas. Isto, sem falarmos no mercado pouco explorado da exportação do nosso produto, nos moldes preferidos pelo consumidor estrangeiro.
Afinal, a marcha não é propriedade do conhecimento das especialidades que se ocupam, atualmente, da arte de julgar os animais. Na verdade, em se tratando de deslocamento da grande massa muscular que compreende o eqüídeo, ela tem muito mais conceitos de física e biomecânica do que se pensa, necessitando, para o seu entendimento e mensuração, do conhecimento e da tecnologia das ciências exatas,
Desta forma, utilizando os trabalhos científicos que possibilitaram o conhecimento das médias dos parâmetros biomecânicos da marcha das principais raças brasileiras de eqüinos, apresentamos na Fig.1, a inter-relação dos parâmetros tríplice apoio, apoio lateral e velocidade da marcha de animais das raças Mangalarga Marchador (MM), Campolina e Mangalarga (M), para podermos entender a involução da marcha para o modismo atual das pistas.

Fig. 1 – Apoio tríplice x velocidade x apoio lateral da marcha
(1) MM – (2) CAMPOLINA – (3) MP – (4) MÉDIA
Ref: Analoc-E – 1990 - 2007
CONCLUSÕES:
1 – A velocidade das marchas, em torno de 12 k/h, é característica nas três raças de marchadores (colunas vermelhas)..
2 – O apoio triplo médio constatado está em 22% no MM, 19% no Campolina e 9% no Mangalarga (colunas azuis).
3 – O apoio lateral médio está em 23% no MM, 35% no Campolina e 3,5% no Mangalarga (colunas amarelas).
4 – Considerando-se que os cavalos MM, atualmente apresentados e premiados em exposições, estão com andamento de marcha trotada transicional, semelhante ao Mangalarga, observa-se claramente a redução da média de valores de apoio triplo e de apoio lateral, fundamentais à marcha completa ou MTAD, ainda constante do padrão de marcha do MM. Veja a Fig. 1 - gráfico 3 e a Fig. 3.
5 – A marcha trotada do Mangalarga, mostrada na Fig. 2, tem apoios triplos e laterais, coerentes com a dissociação média de 9% e com o padrão de marcha selecionado naquela raça desde a sua origem, como constatamos nas pesquisas. Entretanto, os animais mais apreciados pela maioria dos equitadores, em recente simpósio da marcha do Mangalarga, foram aqueles de maior apoio triplo e apoio lateral, em torno de 12% de apoio triplo e 5% de apoio lateral.
6 – As marchas picada e de centro foram constatadas, com maior incidência, nos cavalos da raça Campolina, com dissociação média de 22% e Coeficiente Lateral médio de 0,837 (Relação entre os apoios lateral/diagonal).

Fig. 2 – Diagrama de marcha trotada transicional de animal Mangalarga
7 – A marcha trotada da Fig. 2 é incompleta e transicional, apresentando 2 apoios triplos, 2 apoios diagonais, nenhum apoio lateral. Este animal é um reprodutor registrado mangalarga (paulista). O avanço do corpo (CG) é feito por ação exclusiva dos bípedes diagonais.

Fig. 3 - Diagrama de marcha de animal MM - campeão nacional – Expo. BH 2004.
8 – O diagrama da Fig. 3 mostra uma marcha incompleta transicional, apresentando 3 apoios triplos, 2 apoios diagonais, apoio quádruplo e 01 apoio lateral mínimo de 3,4%.
Este animal é um reprodutor registrado MM – Campeão Nacional. Observar a velocidade excessiva, o apoio quádruplo e a dissociação média (5,2%) insuficiente para a marcha completa (MTAD). O avanço do corpo (CG) é feito pela ação predominante do bípede diagonal (80,7%).
Ref: Analoc-E – Expo. Nacional BH - 2004
9 – Comparando os diagramas de marcha das duas raças vemos que a marcha trotada do mangalarga da Fig. 2 é característica da raça, com Handicap de 4,5. O diagrama de marcha da Fig. 3 apresenta um Handicap de 3,5 e características muito semelhantes ao diagrama da Fig. 2, ou seja, marcha trotada transicional do MM atual.
10 – Finalmente, o gráfico nº1 (lado esquerdo da Fig. 1) mostra os parâmetros médios do MM original de marcha completa (anos 50 até 90). O gráfico 2 (parte central da Fig. 1) mostra os parâmetros médios da marcha completa do Campolina. O gráfico 3 (lado direito da Fig. 1) mostra os parâmetros da marcha incompleta do Mangalarga e do Mangalarga Marchador atual(mestiço de mangalarga), que alguns técnicos classificam como sendo um cavalo que tem “gesto de marcha”, articulando bem os anteriores e posteriores. Estas características sempre foram do cavalo mangalarga de marcha trotada e passaram a ser o argumento da marcha atual, incompleta e transicional do MM.
Todos os dados técnicos apresentados estão contidos nos trabalhos científicos sobre os parâmetros biomecânicos da marcha de cada uma das raças mencionadas, que estão nos Apêndices do LIVRO DA MARCHA. Todos estes trabalhos foram encaminhados às respectivas associações, cujos conselhos técnicos não podem alegar desconhecimento.
Os interessados nestas pesquisas poderão adquirir o referido livro pelo email: toledo@toledohorse.com.br
|
|
 Contador de visitas
|
| |
|