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O cavalo primeiro, tem que desenvolver:
a confiança no ambiente, depois nele mesmo
e, depois .... no seu cavaleiro.
Tom Dorrance
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Julio Nottingham
Como seria o mundo do cavalo se não existisse o homem? E como seria o mundo do homem hoje se não existisse o cavalo?
A primeira pergunta baseia-se no fato de que, sem o homem, o cavalo estaria levando uma vida completamente diferente.
Os eqüídeos, de uma forma geral, são herbívoros, possuem instinto gregário, ou seja, vivem em bandos, possuem uma estrutura social própria, organização hierárquica e uma forma toda particular de se comunicar.
Na natureza os cavalos são, literalmente, comida de predadores e seu instinto primário coloca a sobrevivência como prioridade máxima.
Um cavalo em estado selvagem considera o homem um predador e ao contrário do que muitos pensam, quando um cavalo tem reações “violentas” ao tentar se livrar de um domador ou cavaleiro ele está, simplesmente, segundo seus instintos, tentando escapar ou se defender da própria morte.
Imagine então do que eles são capazes, com todo o peso, força e velocidade que tem.
O que seria natural para os cavalos e eqüídeos?
Viverem soltos nos campos, em grupo, pastando, procurando sobreviver aos predadores e convivendo à sua maneira.
Dentro desta realidade os cavalos têm como líder, que organiza socialmente o bando, geralmente, a égua mais velha, tendo o garanhão à função de reprodutor e protetor do grupo.
O mundo do cavalo, em seu estado natural, seria assim... Em liberdade, em grupo, vivendo e sobrevivendo por conta própria.
A comunicação entre eles é geralmente silenciosa, baseada em olhares e linguagem corporal. Por exemplo: quando um potro passa dos limites a égua chefe o expulsa do grupo por um período. Ela mantém o potro à distância simplesmente com o olhar e a posição do seu corpo.
Para o potro e qualquer outro cavalo, estar fora do grupo significa estar à mercê dos predadores e bem mais próximo da morte. Ele tentará voltar para o grupo o quanto antes, o que só conseguirá com o consentimento da égua que o expulsou.
Deus dotou os cavalos de velocidade, força e resistência. Estas qualidades são utilizadas para sobrevivência em um mundo onde instintivamente o homem é considerado por eles como predador. E de fato é.
Então, como adentrar no mundo dos cavalos em segurança, com respeito e mútuo aprendizado?
Já que eles não podem aprender como nos comunicamos, cabe a nós aprender sobre eles, como se comunicam, respostas e reações a cada atitude nossa.
E como seria o mundo do homem se não tivesse encontrado o cavalo? Esta resposta você conhecerr em “O cavalo na história”
Julio Nottingham
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Indice
De: O Enigma do Centauro – Bjarke Rink
Desde a pré-história, a beleza do cavalo tem fascinado a humanidade. As pinturas paleolíticas nas cavernas da Europa mostram, quase sempre, o cavalo em ação.
Todos os estudos sobre eqüinos indicam que o cavalo, no reino animal, foi dotado de uma combinação única de atribuições funcionais - velocidade, agilidade e resistência.
Há milhares de anos a união do homem e do cavalo ocorreu como se fosse um processo de fundições de metais, como fundir o cobre com estanho para conseguir o bronze, de têmpera mais resistente, ou o ferro com o carbono para obter o aço. Assim também foi a junção do homem e o cavalo, como dois metais que se uniram para formar um mais forte.
Ligar duas fisiologias para produzir uma terceira mais forte é, no entanto, infinitamente mais complexo do que ligar dois metais.
Imagine o salto criativo que o Homem, há 6 mil anos, teve que dar para iniciar o relacionamento com um outro ser vivo, muito mais forte e veloz do que ele, e aparelhado por Deus para fugir de intrusos com intenções de come-lo ou montá-lo.
Imagine as doses de persuasão, indução, tato, equilíbrio emocional, capacidade de observação e critério analítico necessários para entender e obter a cooperação produtiva e confiável, na guerra e na paz, de um ser altamente complexo como o cavalo.
A união entre o homem e o cavalo representa um salto qualitativo na história da humanidade e dá início a uma série de super-homens do naipe de Alexandre Magno, Júlio César, Genghis Khan e Napoleão que fizeram fama e fortuna em união com seus cavalos.
A cavalo, o homem podia alcançar uma velocidade muito superior e assim os pioneiros passaram a ter uma relação com o tempo e o espaço diferente do resto da humanidade.
Para estes, as distâncias diminuíram e o futuro se aproximou - amanhã, podia ser hoje e a semana que vem, amanhã. O mundo encolheu, e tudo ficou ao alcance das suas mãos.
Há cerca de 6000 anos a fusão do homem e o cavalo quebrou a barreira do tempo biológico da humanidade e deu início à história, como a conhecemos.
Seis mil anos depois o homem pisou pela primeira vez na lua, enquanto outros observavam tudo sem sair de casa.
A união do Homo sapiens com o Equus caballus é o maior épico da história da genética universal.
O "big bang" da Revolução Biológica foi indiscutivelmente a união do homem com o cavalo, porque esta simbiose agregou ao homem um valor qualitativo. Isto porque, cinco, dez ou cem homens não atingem a velocidade de um homem a cavalo - o que faz da conquista, ou melhor, da incorporação da fisiologia do cavalo pelo homem um fenômeno qualitativo, e representa o pináculo da Revolução Biológica.
Além da equitação, não há registro de outro invento que tenha causado maior impacto na vida humana, do que a união do homem com o cavalo.
É provavelmente correto que a equitação tenha sido desenvolvida com o objetivo de controlar os bandos de cavalos - assim como o vaqueiro a cavalo, controla a manada de bovinos. Além da velocidade para perseguir a tropa em disparada, os animais aceitam melhor ser direcionados por homens a cavalo do que por homens a pé. Todo vaqueiro, gaúcho ou caubói sabe disso - pode perguntar. A tecnologia da equitação inventada pelos nômades das estepes envolveu uma importante adaptação entre o homem e o cavalo. Para ganhar mobilidade total, o nômade fundia a sua neurofisiologia com a do cavalo. Ele não se preocupava em fazer pose e afirmar a sua masculinidade mostrando que era ele quem dominava o cavalo (como é freqüente na equitação do mundo ocidental). A preocupação do nômade era se tornar altamente eficiente na caça e na guerra. Isto significa que, durante a equitação, o sistema sensorimotor do cavalo e o do cavaleiro tinham que entrar em sintonia fina. Esta fusão do Homo com o caballus resultou num superpredador equipado com a ambição do homem e a velocidade do cavalo. Um predador que se especializou em atacar seres humanos - os agricultores e acumuladores de riquezas que viviam nas cidades ao sul, à beira dos grandes rios.
O pensamento que Einstein tinha na cabeça desde a adolescência era este: como seria o mundo se ele cavalgasse um facho de luz? Suponhamos que o bonde estivesse num facho de luz e se afastasse do relógio da torre na praça, no qual ele via a hora. Com o bonde na velocidade de um raio de luz, o tempo teria de parar. Deixe-me explicar melhor: suponhamos que o relógio que ficou para trás na praça mostre meio-dia no momento da partida do bonde; eu agora me afasto na velocidade de 279.000 quilômetros por segundo, a velocidade da luz; isto deverá levar um segundo; mas o tempo marcado pelos ponteiros do relógio continuará a mostrar meio-dia, porque a minha viagem leva o mesmo tempo que a imagem do relógio (também na velocidade da luz) leva para chegar até onde estou. Pela hora do relógio que eu vejo, e pela velocidade do bonde onde viajo, se eu mantiver a velocidade da luz, a passagem do tempo pára. Este paradoxo esclarece duas coisas. Uma óbvia: o tempo universal não existe. E outra mais sutil: a experiência é muito diferente entre o viajante e o que fica em casa, e para cada um de nós em nosso próprio caminho. A experiência com o bonde é consistente: eu, Bronowski, no bonde, descubro as mesmas leis, a mesma relação entre tempo, distância e assim por diante. Mas os valores que eu ganho do tempo, distância etc., não são os mesmos do homem parado na calçada. Este é o cerne da Teoria da Relatividade".
Agora vamos finalmente chegar à nossa proposta de reunir estes dois personagens aparentemente díspares - Átila e Einstein - no mesmo capítulo. A experiência vivida com a descoberta da equitação reduziu drasticamente a relação de tempo e distância para os povos eqüestres da Ásia Central. Quebrar o seu tempo biológico foi uma experiência que lhes trouxe enormes benefícios, quando eles usaram este diferencial contra povos pedestres ainda amarrados à velocidade da locomoção humana. O cavaleiro nômade, sem a riqueza material do homem assentado, e usando somente o componente "velocidade", aniquilou cidades, conquistou impérios, e fez mais ou menos o que teve vontade de fazer - um conceito hoje profundamente ligado ao gênero Homo. Ou, como disse Einstein, "os valores que eu ganho do tempo, distância etc., não são os mesmos do homem parado na calçada", (ou para o sedentário vivendo em cidades). O cavaleiro nômade simplesmente encurtou a distância entre o hoje e o amanhã. Se você pode estar num lugar hoje ao invés de amanhã, você muda os valores da sua existência. Este diferencial de tempo inventado pelo Homo-caballus foi o motor que mobilizou o pensamento tecnológico da humanidade até os dias de hoje e tem na formação da Internet o seu mais novo momento de glória. Bronowski explicou a teoria de Einstein dando como exemplo o bonde que ele pegava para ir ao trabalho, porque era este o seu meio de quebrar a barreira do tempo. O fato é que a quebra da barreira do tempo humano, e suas conseqüências físicas, chegou a Einstein através de sucessivas culturas eqüestres que dinamizaram a história e formaram o pensamento da sociedade ocidental - da qual ele foi um expoente.
A sensação de ultrapassar a velocidade do seu próprio limite físico foi experimentada pela primeira vez quando o homem, a cavalo, libertou o seu corpo da sua limitação pedestre para navegar em um novo padrão de tempo. A libertação do corpo trouxe a libertação da mente. Sem esta experiência, a humanidade não poderia ter formulado a Teoria da Relatividade (pelo menos, não na época em que foi formulada). Como disse Bronowski - "Acho que o cavalo e a equitação, na história da Europa, foram subestimados". E eu sou ainda mais radical - acho que o impacto do cavalo e da equitação no destino da humanidade ainda não foi sequer entendido.
Newton, ao observar a queda de uma maçã, formulou a Lei da Gravitação Universal. Einstein, com mais duzentos anos de experiência intelectual acumulada, se colocou no lugar da maçã e formulou a Teoria da Relatividade. E tudo foi possível porque o Homo-caballus, com a nova dinâmica eqüestre, quebrou a barreira do tempo e impulsionou a humanidade em direção à revolução tecnológica de hoje.
Bibliografia:
Trecho do Livro
O Enigma do Centauro – Bjark Rink
escola@desempenho.esp.br
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CÓDIGO DE CONDUTA DA F.E.I - FEDERAÇÃO EQÜESTRE INTERNACIONAL |
Indice
Em todos os esportes eqüestres o Cavalo tem que ser considerado a figura mais importante.
O bem estar do Cavalo tem que estar acima da necessidade dos Organizadores, Patrocinadores e Oficiais.
Todo manejo e tratamento veterinário têm que assegurar a saúde e o bem estar do Cavalo.
Os mais altos padrões de nutrição, alimentação, saúde, higiene e segurança têm que ser incentivados e mantidos em qualquer situação.
Durante o transporte, adequadas provisões têm de ser providenciadas para assegurar a ventilação, alimentação (bebida e comida), e manter as condições de saúde do organismo do Cavalo.
Tem de se dar ênfase na crescente educação de treinamento, nas práticas eqüestres e na promoção de pesquisas científicas da saúde eqüina.
No interesse do Cavalo, a aptidão e competência do cavaleiro tem que ser considerada como essencial.
Todos os métodos de treinamento e equitação consideram o Cavalo como um “ser vivo” e não pode incluir qualquer técnica considerada como abusiva pela FEI.
As Confederações Nacionais tem que estabelecer controles adequados para que todas as pessoas de sua jurisdição respeitem a segurança do Cavalo. As regras regulamentações nacionais e internacionais do esporte eqüestre a respeito da saúde e
segurança do Cavalo têm que se aderidas não só nos concursos Nacionais e Internacionais, mas também nos treinamentos. As regras e regulamentações das competições têm que ser revisadas constantemente para garantir sempre a segurança.
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Indice
Julio Nottingham
O mais fascinante de todos os animais da criação de Deus a milhares de anos participa da vida do homem.
Durante séculos o cavalo foi usado como meio para conquistas, guerras, viagens e as mais diversas funções, tornando a vida do homem mais fácil, interessante e alegre.
Mesmo hoje, diante da tecnologia cada vez mais avançada das máquinas, o cavalo continua mantendo um importante papel em todo o mundo.
Se ele já não é mais capaz de competir em velocidade e força com as máquinas e a Internet, por outro lado, se mantém como uma inigualável opção no esporte, lazer e terapia.
É costume ouvir algumas pessoas dizerem que “o cavalo é uma cachaça”, se referindo ao fato de que as pessoas que convivem com eles são fanáticos.
A verdade é que o cavalo, como nenhum outro animal, fascina as pessoas independente de idade, raça ou credo.
Quem convive com os cavalos tem o privilégio de...
- Praticar um esporte que exercita o corpo, a mente e o coração,
- Fazer terapia com uma criatura que interage com nossas atitudes e nos dá a oportunidade de exercitar todos os sentidos em todas as direções
- Interagir com a natureza
- Fazer muitos amigos
- Aventurar-se em campos, prados e estradas ao som do galope
- Parar a beira de um rio e se refrescar ao som da natureza percebendo detalhes preciosos que em outras situações você não perceberia
- Aprender sobre dignidade, hierarquia, honestidade, transparência, ação e reação, etc, etc, com uma criatura milenar e atual ao mesmo tempo
- Proporcionar a seus filhos várias experiências interessantes de aprendizado e crescimento em família
Então... o que você está esperando? Se ainda não conhece um cavalo de perto não sabe o que está perdendo.
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A importância do exame de compra |
Indice
Nesta matéria esclareceremos a importância de um exame detalhado do cavalo, antes da compra do mesmo, prevenindo, desta forma, alguns contratempos, tanto por parte do comprador, como do vendedor do animal em questão.
Alguns proprietários discutem o custo de um exame de compra, mas são facilmente convencidos, quando lhe é apresentado o custo mensal de um cavalo que não servirá para a finalidade a ele determinada, e ainda, a depreciação que ocorrerá ao vender um animal com problemas.
Atualmente, existem examinadores de carros usados que cobram um valor pré determinado para analisar as condições gerais de um automóvel. Da mesma forma, existe um exame veterinário detalhado, que pode dar ao comprador uma real idéia dos riscos por ele assumidos ao comprar um cavalo de um terceiro.
Evidentemente não cabe a nós, veterinários, a responsabilidade de indicar ou não a compra de um cavalo e sim esclarecer o proprietário dos riscos que ele corre com o animal em questão.
Este exame é relativamente barato, contando-se que o custo mensal de um cavalo gira em média de R$500,00 a R$1000,00. Desta forma, não se torna interessante adquirir um cavalo para que o mesmo fique constantemente parado em reabilitação.
COMO É REALIZADO O EXAME DE COMPRA
Durante o exame de compra o cavalo é examinado em todos os seus detalhes, incluindo, conformação geral (aprumos e proporcionalidade das partes do corpo),olhos, dentes, boca, sistema nervoso, reprodutor, muscular, gastro intestinal, respiratório, cardiovascular, locomotor, além de determinadas áreas consideradas importantes para o desempenho de suas funções.
CONFORMAÇÃO GERAL
O animal é analisado em todas as suas partes individualmente e em conjunto, para entender se não há nenhuma desproporção entre as partes do corpo. Ainda são analisados aprumos, deficiência muscular, atrofia, cascos etc.
OLHOS
Um exame detalhado nos olhos é de extrema importância para avaliar se o animal adquirido não pode apresentar algum tipo de problema posterior a compra ou ainda que não seja vendido com algum tipo de deficiência visual.
DENTES E BOCA
Já dizia o ditado ?a saúde entra pela boca?, portanto, o animal a ser comprado deve ser minuciosamente examinado na boca e nos dentes para garantir que o mesmo não tenha nenhuma resistência à embocadura, ou ainda não se alimente bem.
SISTEMA NERVOSO
A neurologia eqüina ainda é pouco avançada, sendo que a maioria dos animais com problemas neurológicos tenham seqüelas, ou ainda venham a entrar em óbito, para prevenir este tipo de ocorrência, devemos examina-los com cuidado.
SISTEMA REPRODUTOR
É de extrema importância para animais dedicados à reprodução, sendo que alguns exames complementares podem ser pedidos, como espermograma, ultra som etc.
SISTEMA MUSCULAR
Também possui muita importância na sustentação do cavalo e qualquer problema nele ocasionado pode gerar complicações locomotores no mesmo.
SISTEMA GASTRO-INTESTINAL
Acredito nem ser necessário descrever a importância deste item, já que ainda hoje a patologia que mais assusta proprietários de cavalos é a síndrome cólica.
SISTEMA RESPIRATÓRIO
A capacidade atlética de um cavalo está diretamente relacionada a quantidade de oxigênio no tecido muscular, portanto um animal com deficiência respiratória, seja ela causada por um hemiplegia laringeana, um deslocamento de palato mole ou outros, não alcançará o máximo de sua performance atlética. Algumas vezes precisamos de exames complementares como a endoscopia neste item.
SISTEMA CARDIOVASCULAR
Também de grande importância no cavalo atleta, o sistema cardiovascular deve ser minuciosamente examinado por um veterinário para que não haja prejuízos maiores no futuro.
SISTEMA LOCOMOTOR
O sistema locomotor, ainda é onde encontramos maior número de problemas em cavalos atletas, por este motivo, 90% dos exames de compra devem ser acompanhados de exame de raio x ( que pode ser tirado na propriedade onde o cavalo se encontra) e após alguns testes de pinçamento de casco, flexões de articulações, exames de partes moles, podemos dizer que os riscos que o animal terá para exercer as funções a ele designadas dali por diante são bem mais reduzidas.
Portanto, comprar um cavalo, sem um exame prévio de um médico veterinário é a famosa economia burra, pois tenha certeza que mais tarde seus gastos e desgastes serão bem maiores. Portanto cavalo dado ou comprado se olham os dentes e todo o resto.
Dr. Hélio Luiz de Itapema Cardoso - Médico veterinário especializado em medicina eqüina esportiva, atuando na Sociedade Hípica Paulista e em todo estado de São Paulo
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O Cavalo – a máquina de correr |
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Se um predador cometer um erro, e a sua presa escapar, ele viverá para atacar outro dia. Mas se um cavalo, ao ser atacado por um predador, cometer algum erro este poderá ser o último. "Para sobreviver, tudo no cavalo foi sacrificado em favor da velocidade, fazendo do animal uma Máquina Cursora", definiu E. Scott, paleontólogo americano.
Isto significa biologicamente que toda a fisiologia do cavalo gira em torno da sua capacidade de correr. Em outras palavras, o cavalo evoluiu em função de agilidade, velocidade e resistência.
Todos os estudos da locomoção eqüina indicam que o cavalo, no reino animal, foi dotado de uma combinação única de atribuições funcionais - velocidade, agilidade e resistência. O cavalo moderno atinge a velocidade de 70 quilômetros por hora e os cavalos de corrida completam mais de dois galões de galope por segundo. Se algumas espécies de animais desenvolveram chifres e, outras, garras e dentes como estratégias para enfrentarem a competição pela vida, o cavalo se especializou em propulsão. As linhas do seu corpo foram totalmente concebidas para desenvolver velocidade. O seu diagrama aerodinâmico, os seus músculos e ossos, o seu aparelho locomotor com andamentos em dois, três e quatro tempos, foram estruturados para executar movimentos rápidos e sustentados. As pernas são longas e esguias para fornecer empuxo máximo com movimentos mínimos e o animal toca o chão com a ponta dos pés com a leveza dos bailarinos. "Ficar nas pontas dos pés é difícil para o homem mas é a posição natural para o cavalo", comenta Harold Barclay.
O Equus moderno é bem diferente dos seus antepassados. Nas centenas de mutações fisiológicas e morfológicas identificadas pelos paleontólogos durante os 58 milhões de anos de sua evolução, todas as modificações têm a ver com o aumento do desempenho do seu sistema locomotor. O cavalo é uma máquina de movimentos de propulsão. O seu sistema alimentar e digestivo foi concebido para ele poder comer se deslocando incessantemente. O cavalo, em sua vida natural, nunca consegue se empanturrar. Com um estômago pequeno, ele é obrigado a comer quase continuamente mantendo um fluxo digestivo constante o que evita o acúmulo de um grande e pesado bolo digestivo - tudo para facilitar o seu deslocamento. O potro está apto, poucas horas depois de nascer, a acompanhar, em grande velocidade, a movimentação da mãe e da manada.
Bibliografia:
Trecho do Livro
O Enigma do Centauro – Bjark Rink - escola@desempenho.esp.br
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